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Título
OCORRÊNCIA DE ROTAVIROSE BOVINA EM BEZERROS NASCIDOS DE VACAS PREVIAMENTE IMUNIZADAS EM UM REBANHO LEITEIRO DO ESTADO DO PARANÁ

Aluno: Andressa Fernanda Kunz - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Medicina Veterinária - Palotina (MT) - Orientador: Elisabete Takiuchi - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 21201013 - Palavras-chave: rotavírus bovino; diarreia; vacina - Colaborador: Janaína Lustosa de Mello, Jessica Gallego, Rúbia Macedo.

O rotavírus (RV) é o agente viral mais frequentemente detectado em quadros clínicos de diarreia em bezerros com até 30 dias de idade, determinando grandes prejuízos econômicos para a bovinocultura leiteira. A alta excreção do RV no período agudo da infecção associada à alta resistência das partículas no ambiente favorece o ciclo da infecção no rebanho. Fatores relacionados ao ambiente, manejo, nutrição e estado imune dos animais constituem fatores de risco e podem contribuir para aumentar a incidência da rotavirose no rebanho. No intuito de fornecer anticorpos anti-RV pelo colostro, a vacinação de vacas no final da gestação pode ser instituída no manejo sanitário do rebanho. O objetivo deste trabalho foi avaliar a presença do RV bovino em fezes de bezerros nascidos de vacas que foram previamente imunizadas com uma vacina comercial contendo os principais agentes da diarreia neonatal em bezerros, incluindo o rotavírus bovino (ScourGuard® 4KC), em um propriedade leiteira localizada no município de Mariluz, noroeste do Paraná. A primovacinação ocorreu de acordo com as instruções do fabricante: aplicação de duas doses intramuscular na região do pescoço, com um intervalo de 3 semanas entre elas, sendo a segunda dose aplicada entre 3 e 6 semanas antecedente ao parto. Dos 40 bezerros nascidos foram coletadas amostras de fezes representativas de cada animal e enviadas ao laboratório. Alíquotas de suspensões fecais a 10% em tampão TRIS-Cálcio foram submetidas à extração do ácido nucléico pela associação das técnicas fenol clorofórmio-álcool isoamílico associada à sílica-isotiocianato de guanidina e em seguida submetidas à eletroforese em gel de poliacrilamida a 7,5% e corado por nitrato de prata. Dos 40 animais avaliados, 19 (48%) apresentaram diarreia e nestes, foi comprovada a presença do RV grupo A nas fezes analisadas pela técnica EGPA. Constatou-se ainda a ocorrência de 4 mortes por desidratação e infecções secundárias. Os resultados demonstram que a vacinação não impediu a infecção pelo RV na propriedade avaliada. A alta incidência pode ser justificada com as graves falhas de manejo sanitário da propriedade no que se refere à limpeza e desinfecção, lotação de animais de diferentes idades no mesmo piquete e a não segregação dos animais sintomáticos (diarreicos), permitindo a constante circulação e propagação do RV. Portanto, a vacinação profilática traz poucos benefícios se adotada sem as devidas correções de manejo em rebanhos infectados pelo RV bovino.