0926

Título
MANEJO, ALIMENTAÇÃO E DESEMPENHO DE FRANGOS DE CORTE SUBMETIDOS A DIFERENTES PROTOCOLOS PARA ESTUDO DE ENTERITE EM FRANGOS DE CORTE

Aluno: Aline Pereira - PIBIC/CNPq - Curso de Medicina Veterinária - Curitiba (MT) - Orientador: Elizabeth Santin - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 50500007 - Palavras-chave: avicultura; enterite em frangos de corte; desempenho zootécnico de frangos de corte - Colaborador: Antonio Leonardo Kraiesky, Mariana Camargo Lourenço, Dany Mesa.

Na avicultura, uma das dificuldades enfrentadas pelo setor são os problemas intestinais, os quais levam a uma redução no desempenho das aves. Com a finalidade de melhorar a saúde intestinal e controlar as enterites de frangos de corte, o uso de aditivos na alimentação, chamados promotores de crescimento, tem sido utilizado em larga escala, porém é difícil comprovar a eficácia desses produtos em condições experimentais. Diante disso, o objetivo deste estudo foi avaliar o melhor modelo experimental para induzir enterite inespecífica em frangos de corte, para futuramente avaliar a eficácia de promotores de crescimento. Foram alojados 192 frangos de corte de 1 dia de idade, machos, divididos em esquema fatorial 2 (com boa ou má qualidade do óleo na dieta) X 4 (com ou sem vacina contra coccidiose no dia 1 ou 20, com ou sem vacina contra a doença de Gumboro aos 16 dias). No início do experimento, as aves foram pesadas, identificadas com anilhas na asa e distribuídas uniformemente de acordo com o peso inicial entre os tratamentos. As aves foram alojadas em cama de maravalha, com água e ração à vontade. Em cada tratamento havia 24 pintinhos, sendo cada ave uma unidade experimental. Como indicativos de parâmetros de produção, foi avaliado consumo de ração, ganho de peso e conversão alimentar aos 7, 14, 21, 28 e 35 dias de idade. Entre o período de 14-28 dias foi observado que os frangos desafiados com coccidiose no primeiro dia de vida e vacinados contra a doença de Gumboro no dia 16, apresentaram baixo ganho de peso (1027,9±161,38b) quando comparado ao grupo controle que não recebeu vacina ou desafio (1115,8±167,29a). Quando se avaliou o período total do experimento, não se observou efeito na qualidade da gordura utilizada, nem dos desafios vacinais sobre o desempenho das aves. Perante a estes resultados, foi possível observar que a adição da vacina contra a doença de Gumboro no 16º dia, no período de 14 a 28 dias de idade foi a única influencia no desempenho das aves em todo o experimento.