0835
Título
LEITURA, ESCOLA E SOCIEDADE: CRIAÇÃO DE UM PROJETO EXTRACURRICULAR QUE NORTEIE A FORMAÇÃO DE ALUNOS-LEITORES A PARTIR DA ANÁLISE DE GÊNEROS DISCURSIVOS
Aluno: Thiago André Lisarte Bezerra - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Letras - Espanhol ou Português com Espanhol (M) - Orientador: Lúcia Peixoto Cherem - Departamento de Letras Estrangeiras Modernas - Área de conhecimento: 80106005 - Palavras-chave: leitura; letramento; gêneros discursivos.
O ensino da leitura nas escolas ainda é uma prática cercada por dúvidas e questionamentos que resultam das dificuldades que, diariamente, professores enfrentam ao buscar o desenvolvimento da competência leitora em seus alunos. Neste sentido, como organizar atividades de leitura nas quais se desenvolvam práticas de leiturização e não apenas de alfabetização? Como estabelecer relações significativas entre o texto escrito e o conhecimento de mundo dos alunos? E o texto literário, como abordá-lo? Mantenho ou evito o cânone, a literatura dita universal? E os outros gêneros discursivos? Como apresentá-los em sala de aula sem torná-los um pretexto para o ensino de outros conteúdos? Assim, partindo da premissa de que essas dificuldades apresentadas pelos docentes a respeito da elaboração de práticas significativas de letramento por meio do uso dos mais variados gêneros discursivos são um dos motivos pelos quais a relação dos alunos com a leitura segue ainda bastante ineficaz, este projeto de pesquisa teve como principal intuito - ao longo de seu planejamento e execução - desenvolver, propor e aplicar atividades de leitura e escrita na Escola Estadual João Gueno, instituição pública de educação básica situada na cidade de Colombo, região metropolitana de Curitiba. Cabe ressaltar, desta forma, que as atividades de leitura aqui relatadas foram realizadas por meio de oficinas coletivas nas quais o ato de ler pretendeu, como prática social efetiva, extrapolar, literalmente, os muros que limitam a escola, na medida em que o planejamento dessas oficinas foi elaborado tendo por base a realidade escolar e social dos alunos e professores, isto é, suas principais dificuldades e reivindicações no que diz respeito ao uso das habilidades de leitura e escrita. Logo, esse é o motivo que valida a defesa da ideia inicial de promover a realização de oficinas de leitura - tanto internas quanto externas à escola, ou seja, junto à comunidade circundante - que, de alguma maneira, estivessem vinculadas às necessidades e práticas reais de leitura e escrita na sociedade. Para tanto, estabelecemos diálogo com alguns referenciais teóricos imprescindíveis para a presente pesquisa, como FOUCAMBERT (1994; 2008), FREIRE (1982), SOARES (2004), BAKHTIN (1979) e ZILBERMAN (1988), dentre outros autores que, de maneira geral, consideram a leitura como uma das competências indispensáveis para o pleno desenvolvimento do sujeito e uma das habilidades fundamentais para o processo de emancipação do indivíduo social, desde que seja um instrumento do qual o aluno possa dispor de forma crítica e autônoma.