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Título
PROCESSOS COMPARADOS DE NOMINAÇÃO: BELÉM (PA) E PORTO ALEGRE (RS) SÉCULOS XVIII/XIX

Aluno: Núbia Parol - PIBIC/CNPq - Curso de História (T) - Orientador: Sérgio Odilon Nadalin - Departamento de História - Área de conhecimento: 60602007 - Palavras-chave: onomástica; identidade cultural; religiosidade.

O ato de atribuir um prenome não se limita a questões individuais, pois por trás da escolha existem fatores relacionados à tradição, às sociabilidades, à comunidade e à religiosidade. Sendo assim, a onomástica pode contribuir para o aprofundamento das nossas percepções sobre quem somos, não só como indivíduos, mas como uma coletividade. O nome identifica, distingue e particulariza; constitui componente imprescindível na estruturação de identidade individual e coletiva. O sentimento de identidade situa-nos como indivíduos, exalta nossas singularidades, as diferenças, mas também destaca uniformidades coletivas acentuando a sensação de pertencer a um determinado grupo. Assim sendo, pode-se afirmar que a repetição sistemática de determinados prenomes não se deve ao acaso. O objetivo principal da pesquisa, considerando a problemática acima, é averiguar o estoque onomástico de localidades separadas geograficamente na América Colonial Portuguesa, na passagem do século XVIII para o XIX, com o propósito, basicamente, de verificar a existência de uma identidade cultural entre as duas comunidades. Para a pesquisa, as fontes utilizadas foram registros de batismo da população livre, concernentes às paróquias Madre de Deus (Porto Alegre) e Sé (Belém). Primeiramente arrolei os antenomes em quinquênios e, em seguida, ampliei o processo em centúrias. Por fim, me apliquei à constituição de tabelas que agregam os cinco prenomes mais usuais por gênero, variação, origens, e influências. Os resultados se dividem em três categorias. A primeira se remete a análise estatística dos dados obtidos. Já o segundo item refere-se aos cinco antenomes mais usuais em Belém e Porto Alegre (na medida do possível o cotejamento se estende para Curitiba do século XVIII e Lisboa XVIII-XIX). Por fim, concentro-me na análise das origens dos nomes que compõem os estoques onomásticos, com o intuito de verificar a incidência de antenomes religiosos.