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Título
HISTORIOGRAFIA DO CINEMA NOVO
Aluno: Gabriel Elysio Maia Braga - PET - Curso de História (T) - Orientador: Luiz Carlos Ribeiro - Departamento de História - Área de conhecimento: 70500002 - Palavras-chave: cinema novo; historiografia; cinema nacional.
Desenvolvida como pesquisa individual de bolsista do PET-História o presente projeto encontra-se em sua fase inicial. Objetiva-se analisar diferentes interpretações de estudiosos do cinema brasileiro acerca do movimento cinematográfico nacional chamado de Cinema Novo, tradicionalmente datado entre final dos anos 1950 e final dos anos 60. O objetivo é compreender essas diferentes visões do movimento, contextualizando-as em seus respectivos aspectos históricos, sociais e políticos. A pesquisa consiste na análise da produção historiográfica de quatro autores: Jean Claude Bernardet, Ismail Xavier, Pedro Simonard e Raquel Gerber. Foram selecionadas as obras: Brasil em tempo de cinema (1967) e Cinema brasileiro: propostas para uma história (1979) de Bernardet; Sertão mar: Glauber Rocha e a estética da fome (1983) e Alegorias do subdesenvolvimento. Cinema Novo, Tropicalismo, Cinema Marginal (1992) de Xavier; A Geração do Cinema Novo (1995) de Simonard e O Cinema brasileiro e o processo político e cultural (de 1950 a 1978) (1982) de Gerber. Como metodologia, empregamos uma análise historiográfica das fontes e uma revisão bibliográfica, também utilizamos como base uma bibliografia, a qual trabalha com história do cinema, história da historiografia do cinema e história da historiografia do cinema brasileiro. Será utilizado como referência metodológica as análises da historiografia do cinema produzidas por Marc Ferro, Francisco das Chagas Fernandes Santiago Júnior, Sheila Schvarzman, Valdei Lopes de Araújo e Arthur Autran, o qual sistematiza a historiografia do cinema nacional em quatro etapas: Proto-História, historiografia clássica, historiografia universitária e nova historiografia universitária. Primeiramente se pensou em como o cinema tornou-se objeto de estudo histórico, para então compreender as análises dos autores escolhidos dentro de seus contextos, ou seja, historicizar esses trabalhos, procurando entender seus recortes e suas abordagens. Para isso, considera-se importante quais foram as influências teóricas de cada autor para realizar seus estudos sobre o Cinema Novo. Após a análise das obras dos autores selecionados, pode-se pensar em mudanças e continuidades entre trabalhos mais contemporâneos e trabalhos produzidos mais próximos, temporalmente, ao movimento. A pesquisa encontra-se em sua fase de análise das fontes.