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Título
INVENTARIANDO ALFORRIAS NA COMARCA DE CURITIBA - DÉCADAS DE 1840 A 1850
Aluno: Carla Fernanda dos Santos - PIBIC/CNPq - Curso de História (T) - Orientador: Joseli Maria Nunes Mendonça - Departamento de História - Área de conhecimento: 70505020 - Palavras-chave: escravidão; alforria; inventário.
A seguinte pesquisa buscou aprofundar a que foi realizada no edital de Iniciação Científica 2012-2013, na qual abordei as escravarias curitibanas e as alforrias concedidas na comarca entre 1860 e 1888, através de investigação realizada em inventários e testamentos no Arquivo Público do Paraná. Inicialmente, pretendia-se estender o recorte temporal regredindo a análise a documentos até o ano de 1840. Porém, com a apresentação do trabalho no XXI EVINCI, as contribuições que vieram da banca nos estimularam a fazer novos questionamentos, que se definiram como novas problemáticas e reformularam os objetivos definidos inicialmente no Plano de Trabalho. Sendo assim, a pesquisa se voltou para o aprofundamento teórico e bibliográfico acerca do tema, buscando responder especificamente as questões referentes à proporção entre os sexos dentro das escravarias, a formação de famílias entre os escravos e as características dos senhores que alforriavam seus escravos. Com relação à proporção entre os sexos dos escravos, a pesquisa mostrou que havia uma predominância sutil de homens (53%) em relação às mulheres (47%); mostrou ainda que era entre as crianças que essa diferença se dava, pois era entre os indivíduos acima de 12 anos que as mulheres se encontravam em mais número. Outro importante resultado foi a evidência da possibilidade da reprodução endógena, ou seja, da reprodução da mão de obra dentro das próprias escravarias e consequentemente, da formação de famílias. A pesquisa evidenciou que em vários dos plantéis a criação de família entre os próprios escravos era possível, ou seja, a maioria dessas escravarias contava com as circunstâncias para aumentarem naturalmente, sem a aquisição de novos escravos. A maioria de todos os senhores encontrados nos inventários eram homens e de áreas rurais, apresentando alto índice de viúvas inventariantes. Procurei, assim, aprofundar a investigação das relações escravistas na segunda metade do século XIX em minhas fontes.