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Título
ANÁLISE ESTRATIGRÁFICA DO INTERVALO PORTADOR DE CARVÃO DA BACIA DO PARANÁ NO LESTE DE SANTA CATARINA
Aluno: Matheus Henrique Paiva Eler - PIBIC/CNPq - Curso de Geologia (MT) - Orientador: Fernado Farias Vesely - Departamento de Geologia - Área de conhecimento: 10701133 - Palavras-chave: rio bonito; carvão; estratigrafia.
O intervalo eopermiano da Bacia do Paraná possui boa parte das reservas de carvão brasileiras e também arenitos que podem ser reservatórios de hidrocarbonetos e aquíferos. Embora cerca de 90 % das reservas estejam no estado do Rio Grande do Sul, sabe-se da presença de camadas de carvão bem como folhelhos carbonosos em Santa Catarina e no Paraná (Castro, 1980; Soares e Cava, 1982; Popp, 1983). A Formação Rio Bonito é uma unidade geológica de idade eopermiana que está situada estratigraficamente sobre o Grupo Itararé e que associada à Formação Palermo forma o Grupo Guatá (Schneider et al, 2001). Composta por arenitos e pelitos depositados em um ambiente essencialmente transicional sob ação de trangressões e regressões (Medeiros e Thomaz Fº, 1973), este intervalo é dividido nos membros Triunfo, Paraguaçu e Siderópolis de acordo com Schneider et al (1974). Sabe-se que há presença de camadas de carvão em Santa Catarina e no Paraná no Membro Triunfo (Soares, 1980); e folhelhos carbonosos associados a leitos de Carvão no Membro Siderópolis. Este projeto tem como objetivo caracterizar a arquitetura estratigráfica da Formação a partir de perfis de poços perfurados no leste de Santa Catarina pela CPRM, visando estabelecer o contexto deposicional das ocorrências de carvão na Formação Rio Bonito. Através da análise de fácies e tendências verticais da sedimentação, a correlação entre estas e tendências deposicionais, espera-se obter uma melhor compreensão dos ambientes deposicionais do intervalo. Para o desenvolvimento do trabalho serão aplicados conceitos da estratigrafia de sequências, baseando-se em publicações tais como Posamentier e Allen (1999), Assine e Perinotto (2001), Lopes e Lavina (2001) e Catuneanu (2006). Para a interpretação das associações de fácies serão utilizados modelos de sistemas deposicionais terrígenos apresentados, por exemplo, em Posamentier e Walker (2006) bem como será realizado um resgate bibliográfico para comparação das fácies e interpretações, presentes na bibliografia, com as fácies definidas através da interpretação dos poços da CPRM.