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Título
CARACTERIZAÇÃO PETROGRÁFICA DE ROCHAS FORMADAS EM EVENTOS INTERDERRAMES DA PROVÍNCIA MAGMÁTICA DO PARANÁ, NO SUDOESTE DO PARANÁ
Aluno: Lucas Albanese Valore - PIBIC/CNPq - Curso de Geologia (MT) - Orientador: Eleonora Maria Gouvea Vasconcellos - Departamento de Geologia - Área de conhecimento: 10701028 - Palavras-chave: hidrovulcanismo; basaltos; vulcanoclásticas - Colaborador: Otavio Augusto Boni Licht, Ivan Rossi.
O presente trabalho propõe buscar evidências da ocorrência de hidrovulcanismo associado à Província Magmática do Paraná. O fenômeno de explosão freatomagmática em vulcanismo básico é uma hipótese alternativa para compreender a gênese dos arenitos interderrames da Formação Botucatu e das brechas de base e topo dos derrames. Este estudo visa dar continuidade ao projeto de caracterização das fases pós-magmáticas em brechas vulcânicas e basaltos aflorantes em Cruz Machado-PR, desenvolvido na etapa anterior desta pesquisa de iniciação científica. Nesta fase do estudo foi realizada descrição petrográfica de amostras coletadas pela MINEROPAR S.A., no Projeto Mapeamento Serra Geral, visando determinar a composição mineral e clástica dessas rochas. Em XX lâminas analisadas até o momento, verifica-se que as rochas são compostas por cristaloclastos de quartzo, micas brancas, biotita, plagioclásio e piroxênio com formas diversas, eventualmente orientadas, que têm granulometria variando entre cinza fina e grossa. São compostas também por clastos de basalto de tamanho cinza fina ou grossa até lapilli e bombas. Estes clastos têm textura afírica a porfirítica, hipocristalina e hipovítrea intersertais, neste caso possuindo fenocristais de plagioclásio e augita, até textura holohialina vitrofírica. As amígdalas, quando presentes, são preenchidas por zeólitas, celadonita, carbonato, clorita e vidro. Como exemplos das feições indicativas de hidrovulcanismo, têm-se: a presença de clastos vítreos de granulometria cinza fina a grossa em meio à matriz de cinza média, alguns com feições de shards vítreos, típicos produtos piroclásticos; vugs resultantes da perda de voláteis em amostras com matriz tufácea que são preenchidos por cimento silicático; material de preenchimento de amígdalas e fenocristais da encaixante de um possível conduto hidrovulcânico imersos na matriz tufácea das rochas; clastos vítreos com textura de engolfamento de quartzo e micas indicando plasticidade do vidro no contato entre essas fases; clastos de basalto de tamanho lapilli muito vesiculados, com aspecto de escória fragmentada; texturas perlíticas em clastos vítrofíricos; possíveis crostas vítreas revestindo grãos de quartzo indicando contato do magma com sedimento saturado em água freática; contatos côncavos entre litoclastos de basalto. A associação entre essas feições e as composições clásticas das rochas permite classificá-las como tufos e brechas vulcânicas. É necessário prosseguir com o trabalho para entender o hidrovulcanismo como fenômeno de geração de rochas vulcanoclásticas na área de estudo.