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Título
MINERALOGIA DE CÁLCULOS RENAIS

Aluno: Isis Armstrong Dias - PROBEM/UFPR - Curso de Geologia (MT) - Orientador: Anelize Manuela Bahniuk Rumbelsperger - Departamento de Geologia - Área de conhecimento: 10701010 - Palavras-chave: cálculo renal; descrição macroscópica; mineralogia - Colaborador: Mateus Cosentino Bellote, Nikolas Kim.

Os cálculos renais são depósitos de minerais orgânicos e ou inorgânicos formados no sistema urinário devido à supersaturação urinária, e a sua formação é influenciada pelo pH, pela composição química dos solutos excretados pelos rins e, principalmente pelos hábitos alimentares do indivíduo. No projeto foram estudadas 96 amostras de cálculos renais provenientes do Hospital das Clínicas de Curitiba - PR, no Laboratório de Análises de Minerais e Rochas (LAMIR) do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Paraná. A caracterização dos cálculos tem como proposta principal agrupá-los de acordo com as características morfológicas semelhantes (macroscópicas), de modo a estabelecer uma relação entre a morfologia e a composição mineralógica. A análise da composição mineralógica foi realizada pela técnica de Difração de Raios X e o resultado dessa análise indicou que 10% dos cálculos renais estudados são constituídos por mais de um mineral (poliminerálicos), 42% são constituídos por dois tipos de minerais (biminerálicos) e os 48% restantes são compostos predominantemente por um único mineral (monominerálicos). O mineral de whewellita está presente em 59% das amostras analisadas, sendo 15% de mineral de estruvita e 10% de uma estrutura cristalina orgânica, definida como ácido úrico. Além desses minerais comumente ocorrem: whedelita, apatita, cistina, whitlockita e brushita.Os cálculos renais analisados foram descritos e caracterizados quanto as suas características de cor, dimensão, morfologia, hábito, porosidade e zonação. De modo geral apresentam pouca variação de cor e tamanho, a cor varia em tons de castanho e o comprimento médio é de um centímetro, quando não está fragmentado. Em relação à morfologia, a maioria das amostras analisadas são formadas por agregados de cristais ou microcristais, em geral são heterogêneas e não há predominância quanto ao arredondamento e esfericidade. As amostras possuem em geral baixa porosidade e a zonação presente em alguns cálculos é evidenciada por bandas concêntricas alternadas, que variam principalmente na tonalidade de cor. A associação entre as características macroscópicas e mineralógicas dos cálculos renais tem como interesse obter uma classificação simples e prática, que permita um médico ter uma ideia da composição química ou do tipo do cálculo que está operando. Prática está comum para os profissionais de geologia nos estudo de minerais e rochas.