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Título
PALEOGEOGRAFIA DA ERA GLACIAL NEOPALEOZOICA NA PORÇÃO OCIDENTAL DO GONDWANA: RESGATE E ANÁLISE CRÍTICA DOS DADOS EXISTENTES
Aluno: Eduardo Luiz Menozzo da Rosa - PET - Curso de Geologia (MT) - Orientador: Fernando Farias Vesely - Departamento de Geologia - Área de conhecimento: 10000003 - Palavras-chave: era glacial neopaleozoica; gondwana; paleogeografica.
A Era Glacial Neopaleozoica afetou o paleocontinente Gondwana durante os períodos Carbonífero e Permiano, quando este encontrava-se geograficamente localizado em uma região de altas latitudes no hemisfério sul. Atualmente, há duas hipóteses a respeito da evolução da Era Glacial Neopaleozoica no paleocontinente Gondwana. A tradicional assume que uma grande calota glacial centrada na Antártida teria se expandido e contraído diversas vezes durante mais de 100 Ma de anos, avançando sobre grande parte do paleocontinente. A segunda vertente, mais recente, sugere que várias pequenas massas de gelo situadas sobre antigos altos topográficos, controladas pela altitude da linha de equilíbrio (ALE), expandiram-se e retraíram-se diacronicamente em múltiplos intervalos glaciais alternados com períodos não glaciais fluindo até bacias adjacentes durando aproximadamente 79 Ma. Visando reavaliar essa questão, o presente trabalho tem como objetivo resgatar da literatura os dados de paleofluxo glacial da porção ocidental do Gondwana, que abrange os atuais continentes sulamericano e africano, e elaborar um mapa paleogeográfico ilustrando os sentidos de fluxo glacial, as bacias sedimentares neopaleozoicas, como também possíveis áreas topograficamente elevadas e rebaixadas no Neopaleozoico. Para isso, será realizado o resgate bibliográfico e posterior avaliação da confiabilidade de indicadores de paleofluxo glacial e a inferência de sentidos de fluxo glacial e extensão das massas de gelo, culminando com a análise crítica sobre a evolução da Era Glacial Neopaleozoica. Estruturas erosivas produzidas pelo gelo são os principais indicadores geológicos de paleofluxo glacial. Essas estruturas podem ser estrias glaciais, estrias do tipo “cabeça de prego” (nailhead striation), sulcos (grooves), cristais (flutes), rochas mountonnée, marcas de icebergs, etc. A reavaliação destas feições erosivas é de suma importância devido aos diversos processos erosivos causados por diferentes estruturas glaciais que podem induzir o erro na interpretação do sentido do paleofluxo glacial.