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Título
A COPA DE 2014 E AS AÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA EM CURITIBA

Aluno: Anna Paula Scherer Lino - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Geografia (N) - Orientador: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski - Departamento de Geografia - Área de conhecimento: 70601038 - Palavras-chave: segurança pública; revitalização urbana; governança empreendedorista.

Busca-se, por meio desta pesquisa - que faz parte de um projeto mais amplo referente à análise e acompanhamento das transformações metropolitanas causadas pela realização da Copa do Mundo de 2014 em Curitiba (PR) identificar as repercussões advindas da realização do Megaevento Copa do Mundo de Futebol, em especial as mudanças ocorridas nas ações de segurança pública adotadas em Curitiba em face da preparação para a Copa do Mundo. Tais mudanças relacionam-se ás determinações da FIFA no que se refere às garantias de segurança tanto públicas como privadas nas cidades-sede do evento. Assim, pretende-se analisar a relação existente entre o megaevento e o processo de criação e implantação das Unidades Paraná Seguro (UPS), identificar as similaridades e diferenças destas com as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPP’s) localizadas no Estado do Rio de Janeiro. Parte do pressuposto que tais implantações ocorrem como estratégias do poder público visando a segurança nas cidades sede da Copa 2014. Deste modo pretende-se constatar os preceitos de planejamento e gestão desses projetos, bem como se tais contemplam programas federais que visam criar padrões de segurança nacional. Quanto à metodologia aplicada, dedicou-se à constituição de referencial teórico por meio da leitura de livros, notícias e produções acadêmicas como artigos científicos, dissertações e teses acerca da problemática em questão. Não obstante, compôs-se também de visitas em campo em parte dos objetos de estudos e elaboração de entrevistas com os principais atores envolvidos, ou seja, os moradores das regiões em que as UPS’s implantaram-se. Isto posto, no que tange aos resultados preliminares, configura-se uma nova tendência de política de segurança pública, pautada no princípio norteador da “polícia de proximidade”, que, ao instalar-se em locais violentos - muitas vezes de interesse estatal e em alguns casos do capital privado - promovem o controle social e populacional da área, além de provocar dinâmicas de segregação espacial, requalificação e revitalização urbana, estimulando e estabelecendo a conservação da imagem internacional de “cidade modelo”, conduzidas por meio de estratégias de city marketing e governança urbana empreendedorista que viabilizam um avanço do processo de mercantilização, internacionalização e reprodução do capital em zonas anteriormente não exploradas em sua totalidade pelo mercado e deixadas de lado pelo Estado.