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Título
ESTUDO DE ASSOCIAÇÃO ENTRE DEMÊNCIAS E GENES CANDIDATOS
Aluno: Saritha Suellen Lopes da Silva - PIBIC/CNPq - Curso de Ciências Biológicas (N) - Orientador: Ricardo Lehtonen Rodrigues de Souza - Departamento de Genética - Área de conhecimento: 20205007 - Palavras-chave: doença de alzheimer; gene slitrk3; neuritos distróficos - Colaborador: CAPES, Fundação Araucária.
A Doença de Alzheimer (DA) é uma demência neurodegenerativa que é mais frequente em pessoas acima dos 60 anos atingindo 10% dos indivíduos com idade superior a 65 anos e 40% acima de 80 anos. Ela leva a alterações nas habilidades cognitivas e neuropsiquiátricas do indivíduo, sendo que uma das principais alterações que caracterizam clinicamente a doença, junto com outros fatores, é a perda de memória recente, de forma que o declínio ocorre progressivamente devido a formação de neuritos distróficos associados ao tecido neurofibrilar e às placas neuríticas e emaranhados neurofibrilares decorrentes da hiperfosforilação da proteína tau. Estudos dizem que 80% dos casos da doença nas pessoas acima de 65 anos, são causados por hereditariedade. Para este estudo de associação caso-controle, o gene escolhido foi o SLITRK3 (SLIT and NTRK-Like Family, Member 3), localizado no cromossomo 3q26.1., próximo ao gene BCHE. A Slitrk3 é uma proteína integral de membrana com 2 N-terminal rica em leucina de repetição (LRR). É expressa predominantemente em tecidos neurais e atua na modulação do crescimento neurítico, que é importante para a regeneração neuronal em ferimentos ou em condições neuropatológicas. Sua família é expressa no desenvolvimento neural, sendo assim, o slitrk3, amplamente expresso principalmente na região cortical. Foram escolhidas duas variantes do gene: rs3828419 (A/G éxon 2) e rs17449213 (G/A éxon 2). Após ser feita a genotipagem pelo método de TaqMan com 128 pacientes e 138 controles de idosos para a primeira variante, 119 pacientes e 141 controles para a segunda variante, ambos do Hospital das Clínicas - UFPR (Curitiba) e do Instituto de Neurologia de Curitiba (INC), foram encontrados os seguintes resultados: para a variante rs3828419 frequências de AA:96,4%, AG:3,6%, GG:0,0% (A:98,2% e G:1,8%) para controles idosos; nos pacientes foram encontradas as frequências de AA:93,0%, AG:7,0%, GG:0,0% (A:96,5% e G:3,5%). Para a variante rs17449213 foram encontradas as frequências de GG:84,4%, GA:14,9%, AA:0,7% (G:92,0% e A:8,0%) para controles idosos; nos pacientes foram encontradas as frequências de GG:87,4%, GA:11,8%, AA:0,8% (G:93,3% e A:3,7%). As frequências alélicas e genotípicas não foram significativamente diferentes entre casos e controles para os 2 SNPs e não possuem diferenças significantes com as frequências encontradas na população caucasiana (HapMap-CEU). Concluí-se que para estas variantes escolhidas, o gene SLITRK3, não é um fator de risco para esta população em relação a DA.