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Título
AVALIAÇÃO DAS LINHAGENS TRANSFORMADAS DE PHYLLOSTICTA CITRICARPA QUANTO A ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS EDE PATOGENICIDADE

Aluno: Paulo Henrique Schueda Raiser - PIBIC/CNPq - Curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia (MT) - Orientador: Chirlei Glienke - Departamento de Genética - Área de conhecimento: 20000006 - Palavras-chave: phyllosticta citricarpa; mancha preta do citrus; interação Colaborador: Alan de Oliveira Silva.

A Mancha Preta dos Citros (MPC) é uma doença causada pelo fungo Phyllosticta citricarpa. Atualmente o controle é feito por meio de fungicidas sistêmicos, os quais apresentam alguns problemas, tais com: a seleção de patógenos resistentes, acúmulo residual nos frutos e toxicidade ambiental. Entretanto, o controle da doença tanto de forma química como biológica, é dependente do entendimento deste patossistema. No campo, acredita-se que os ramos secos na planta de citros sejam uma importante fonte de inóculo do fungo, contribuindo assim para o desenvolvimento das lesões nos frutos. No entanto, não é conhecido como se dá a infecção dos ramos pelo fungo P. citricarpa, nem em que momento as estruturas de reprodução do fungo são produzidas. Tal estudo pode ser viabilizado utilizando linhagens do fungo agrotransformadas com genes de fluorescência (GFP e DsRed), após diferentes estratégias de inoculação de ramos, para posterior análise de microscopia de fluorescência bem como PCR (Polymerase Chain Reaction). Para tanto, o objetivo deste trabalho foi estudar o processo de infecção e colonização de P. citricarpa em ramos cítricos, utilizando a linhagem transformada LGMF06-T2, a qual expressa a proteína de fluorescência gfp (green fluorescente protein). Inicialmente, foi avaliada a sobrevivência desta linhagem em ramos de citros destacados. Para isso, ramos de citros foram cortados, desinfestados e inoculados com 100 µL de uma suspensão conidial do fungo. Após 45, 90 e 135 dias de incubação, os ramos foram fragmentados e procedeu-se com o reisolamento e análise do fungo. Para analisar a capacidade de colonização de P. citricarpa em ramos a partir de folhas novas, estas foram igualmente inoculadas e avaliadas (folhas e ramos) após 30, 90, 180 e 360 dias da inoculação. Foi verificado que os conídios de P. citricarpa podem permanecer sobre os ramos por até 45 dias e continuarem viáveis a novas infecções, mesmo expostos a condições adversas como a baixa umidade. Concluiu-se também que conídios do fungo podem penetrar em folhas de citros, mas não colonizarem a planta a partir daí, permanecendo em estado de quiescência por até 180 dias.