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Título
IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DOS COMPLEXOS COLLETOTRICHUM ACUTATUM E C. GLOEOSPORIOIDES ASSOCIADAS À QUEDA PREMATURA DOS FRUTOS CÍTRICOS NO BRASIL

Aluno: Felipe Barreto Gomes - PIBIC/CNPq - Curso de Ciências Biológicas (M) - Orientador: Chirlei Glienke - Departamento de Genética - Área de conhecimento: 20202008 - Palavras-chave: colletotrichum; queda prematura dos frutos cítricos; its1-5.8s-its2 - Coorientador: Rodrigo Aluizio.

A produção brasileira de cítricos representa cerca de um terço da produção mundial, o que releva o assunto nas discussões que envolvam proteger a plantação de susceptíveis perdas, como a causada pela queda prematura dos frutos cítricos ocasionada por fungos do complexo Colletotrichum acutatum. Quando descrita, a doença foi atribuída ao fungo Colletotrichum gloeosporioides e depois à C. acutatum. Entretanto, a literatura aponta a existência de diferentes espécies dentro dos complexos C. acutatum e C. gloeosporioides. A dificuldade na identificação de espécies fúngicas, em especial aquelas associadas a doenças vegetais, gera confusão taxonômica. Em 2012, quatro publicações elucidaram a taxonomia de espécies destes complexos, e reorganizando-os em 31 espécies para C. acutatum e 23 espécies para C. gloeosporioides, sendo que nenhum isolado oriundo do Brasil nem isolados provenientes de plantas cítricas foram inseridos nestes estudos. Assim, o presente trabalho objetiva a identificação em nível de espécie utilizando sequenciamento multigênico de 300 isolados de Colletotrichum associados à doença da queda prematura de frutos cítricos no Brasil. Para tanto, a primeira etapa do projeto consistiu na obtenção desta coleção de fungos a partir de pomares de citros do estado de São Paulo. Tais isolados pertencem às coleções de cultura do Fundecitrus (Araraquara-SP), Departamento de Fitopatologia da ESALQ/USP (Piracicaba-SP) e Instituto Agronômico do Paraná (Curitiba-PR). Foram obtidos 300 isolados provenientes de 15 cidades de São Paulo e isolados nos anos de 2008 a 2011. 125 isolados foram purificados a partir de colônias monospóricas e destes, 31 foram submetidos a extração de DNA. No momento, DNA dos primeiros isolados estão sendo utilizados para amplificação da região ITS1-5.8S-ITS2 do rDNA para início da identificação em nível de espécie.