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Título
DIVERSIDADE POPULACIONAL DE HLA-E, -F E -DM E POSSÍVEL ASSOCIAÇÃO COM O PÊNFIGO FOLIÁCEO ENDÊMICO

Aluno: Eleonora Paulini - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Ciências Biológicas (M) - Orientador: Maria Luiza Petzl-Erler - Departamento de Genética - Área de conhecimento: 20205007 - Palavras-chave: hla; polimorfismos genéticos; pênfigo foliáceo.

HLA-E, -F, -DMA e -DMB são genes HLA não clássicos localizado no MHC (major histocompatibility complex) humano. O produto proteico de HLA-E e -F age como ligante para receptores tanto inibidores quanto ativadores da atividade de células do sistema imune. HLA-DM, por outro lado, modula a apresentação de peptídeos por moléculas MHC de classe II clássicas. O estudo da diversidade populacional de genes HLA não clássicos é válido, uma vez que há a escassez na literatura de dados relativos às frequências alélicas e genotípicas destes genes em populações humanas. Ao mesmo tempo, o possível papel desempenhado por estes genesna patogênese de doenças multifatoriais ainda permanece obscuro. Neste estudo procedeu-se a genotipagem de HLA-E e -F empregando-se a técnica de PCR-SSOP (polymerase chain reaction - sequence specific oligonucleotide-probes). Um total de 193 indivíduos da população de Curitiba foram genotipados para HLA-E. O alelo E*01:01:01 foi o mais comum, seguido por E*01:03:02 e E*01:03:01. As frequências observadas para estes alelos foram, respectivamente: 53,4%, 29,0% e 17,6%.No que diz respeito à HLA-F, as frequências alélicas e genotípicas foram analisadas em duas amostras populacionais, sendo uma de orientais (n=39) e outra de africanos (n=17). O alelo F*01:01:01 foi o mais frequente em orientais seguido por F*01:01:02 (frequências de 38,4% e 29,5%, respectivamente). Estes mesmos alelos foram encontrados em igual frequência em africanos (32,3%). As frequências alélicas e genotípicas de HLA-F também foram estimadas no grupo de pacientes com pênfigo foliáceo endêmico (PFE), uma doença autoimune da epiderme, e em indivíduos controle. Pacientes e controles foram subdivididos em euro (EURO-BR) e afro-brasileiros (AFRO-BR). A amostra controle foi composta por indivíduos euro (n=100) e afro-brasileiros (n=53), ao passo que 128 pacientes euro e 88 afro-brasileiros compunham a amostra teste. A associação mais forte encontrada ocorreu na amostra de afrodescendentes: associação positiva para os portadores do alelo F*01:01:02 (OR=3,20, p=0,002). Ressalta-se ainda que o genótipo F*01:01:01/F*01:01:02 parece conferir susceptibilidade diferencial ao PFE na amostra EURO-BR (OR=2,45, p=0,03), estando no limiar de associação para a AFRO-BR (OR=3,15, p=0,05). Para HLA-DMA a genotipagem está em andamento. Tanto para HLA-DMA quanto para -DMB empregar-se-á a técnica de sequenciamento para a genotipagem de pacientes de PFE e controles, além de indivíduos pertencentes a amostras populacionais de diferentes etnias.