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Título
ANÁLISE GENOTÓXICA EM HOPLIAS INTERMEDIUS (ERYTHRYNIDAE), APÓS CONTAMINAÇÃO HÍDRICA COM NANOPARTÍCULA DE DIÓXIDO DE TITÂNIO
Aluno: Ana Carolina Dagostim - PIBIC/CNPq - Curso de Ciências Biológicas (M) - Orientador: Marta Margarete Cestari - Departamento de Genética - Área de conhecimento: 20206003 - Palavras-chave: nanopartícula; genotoxicidade; hoplias - Coorientador: Taynah Vicari.
Em decorrência do crescimento populacional e dos avanços tecnológicos novos compostos químicos foram sintetizados envolvendo átomos e grupos funcionais que são pouco frequentes ou nunca encontrados naturalmente. A produção dos nanomateriais, por exemplo, tem o intuito de gerar produtos com propriedades físico-químicas únicas, como pequeno tamanho, grande área de superfície, alta reatividade química e alta capacidade de penetração. Devido as suas características físico-químicas as nanopartículas de dióxido de titânio (TiO2) são amplamente utilizadas em cosméticos, aditivos para combustível, catalisadores, tintas, corantes alimentícios e em várias outras aplicações industriais. Com a vasta e crescente aplicação das nanopartículas de dióxido de titânio nos variados setores de produção a presença destes compostos nos recursos hídricos é inevitável e assim se faz necessário avaliar efeito tóxico resultante deste composto nos diferentes ecossistemas e organismos. Para tanto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a genotoxicidade das nanopartículas de TiO2 em Hoplias intermedius após exposição trófica, através do teste de micronúcleo písceo. Exemplares de Astyanax sp. foram submetidos a injeções intraperitoneais nas doses de 0,1µg NpTiO2/g, 1µg NpTiO2/g ou 10 µg NpTiO2/g e posteriormente oferecidos aos traírões, a cada 5 dias, durante 70 dias, perfazendo um total de 14 ciclos de alimentação Após os 14 ciclos de contaminação, os animais foram anestesiados para a retirada da amostra de sangue para a confecção das lâminas de esfregaço. Para a análise do Teste de Micronúcleo Písceo foram considerados micronúcleos (MN) e Alterações Morfológicas Nucleares (AMN) como indicadores de mutagenicidade. As AMN foram classificadas segundo Carrasco et al (1990). Os grupos foram comparados pelo teste da Anova (1 critério). Através do teste pode-se observar um aumento na indução de alterações para os grupos expostos às Nps. No entanto, não houve diferença estatística entre os grupos contaminados. Os resultados obtidos mostram que as nanopartículas de TiO2 possuem capacidade genotóxica nas células eritrocitárias de Hoplias intermedius através da exposição trófica, provavelmente devido as suas características físico-químicas atrativas nas escalas industriais.