0683

Título
ESTAQUIA E MICROPROPAGAÇÃO DE AMOREIRA-VERDE (RUBUS ERYTHROCLADOS)

Aluno: Manuella Boldrini Francisco - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Agronomia (MT) - Orientador: Luiz Antonio Biasi - Departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo - Área de conhecimento: 50103008 - Palavras-chave: estaquia; amoreira - verde; rubus erytroclados - Coorientador: Paulo Bueno.

A amoreira-verde (Rubus erythroclados) é uma espécie nativa brasileira encontrada em beira de matas e capoeiras, principalmente em regiões de altitude, de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. É um arbusto semidecíduo, com folhas compostas por três a cinco folíolos opacos e frutos de coloração verde, mesmo quando maduros e de sabor doce. Esta espécie possui potencial para ser cultivada comercialmente e ser uma nova alternativa para pequenos produtores. Não existem informações científicas sobre a produção de mudas desta espécie, sendo necessárias pesquisas sobre a sua propagação vegetativa. A micropropagação da amoreira-verde pode constituir uma forma rápida de produção de mudas sadias desta espécie. O objetivo deste trabalho foi estudar a estaquia caulinar e a micropropagação de amoreira-verde visando a obtenção de um método eficiente de produção de mudas. Nos estudos com a micropropagação foram utilizadas diferentes concentrações com 6-benzilaminopurina (BAP), que é uma citocinina, com o intuito de multiplicação de brotações. Os experimentos de estaquia foram instalados em diferentes épocas do ano e em cada época foram usadas 5 concentrações de ácido indolbutírico (AIB): 0, 1000, 2000, 3000 e 4000 mg.L-1 experimental foi inteiramente casualizado com quatro repetições e 16 estacas por parcela. Foram avaliadas a porcentagem de estacas enraizadas, porcentagem de estacas mortas, número de raízes e comprimento médio de raízes. Pelos resultados obtidos até o momento com a estaquia, observou-se que esta espécie apresenta difícil enraizamento, pois a porcentagem mais alta de estaca enraizadas foi de apenas 6,25%. Na micropropagação, houve uma elevada taxa de contaminação durante o cultivo inicial.