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Título
EPIDEMIOLOGIA DE XYLELLA FASIDIOSA A CAMPO E MOVIMENTAÇÃO DA BACTÉRIA EM VARIEDADES DE AMEIXEIRA EM CASA DE VEGETAÇÃO
Aluno: Leonardo Batista Gomes - PIBIC/CNPq - Curso de Agronomia (MT) - Orientador: Louise Larissa May De Mio - Departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo - Área de conhecimento: 50102010 - Palavras-chave: escaldadura foliar da ameixeira (efa); insetos vetores; bacteriose - Coorientador: Gabriel Martins Ferreira.
O Brasil é o sexto maior importador mundial de ameixeiras (Prunus salicina e híbridas). Este cultivo tem sido limitado pela ocorrência da Escaldadura das folhas de ameixeira (EFA) desde a década de 70, doença causada pela bactéria Xylella fastidiosa, e apresenta cigarrinhas sugadoras de xilema (Hemiptera: Cicadellidae) como vetores. O objetivo do trabalho foi monitorar temporalmente a doença (EFA) na Região Metropolitana de Curitiba-PR e a ocorrência de potenciais vetores, visando nortear estratégias de manejo que possibilitem minimizar a disseminação da doença. Para tanto, mensalmente quatro pomares comerciais situados nos municípios de Araucária, Lapa, Palmeira e Porto Amazonas foram avaliados, no período de dezembro/13 a março/14, quantificando-se a incidência de plantas doentes. A flutuação sazonal e espacial de cigarrinhas foi observada por meio de dez armadilhas adesivas amarelas instaladas por pomar, em duas alturas (0,50 e 1,70 m), em 10 pontos equidistantes, trocadas mensalmente, a partir de setembro/13 até abril/14. Foi realizada análise de variância (ANOVA), observando-se diferenças entre propriedades, datas de avaliações e posição das armadilhas; posteriormente foi realizado teste de Tukey a 5% de significância. Quanto aos resultados, a incidência de EFA variou entre 4,0 e 56,0% respectivamente para o pomar mais novo (8 anos) e o mais velho (17 anos). No geral, o número médio de insetos variou de 0 a 3,0 cigarrinhas/armadilha, diferindo estatisticamente quanto às propriedades e alturas da armadilha a 5% de significância. Araucária e Porto Amazonas não apresentaram diferenças estatísticas entre as variáveis analisadas. Lapa diferiu quanto à altura, com mais cigarrinhas a 0,5m do solo. Palmeira também com prevalência na porção mais baixa e diferindo quanto à data de avaliação, sendo que a quantidade de cigarrinhas em dezembro/13 foi superior a outubro/13, não diferindo das demais. Quanto ao manejo de cigarrinhas, este não pode ser recomendado de forma local dentro das propriedades avaliadas, já que não se verificou diferença na ocorrência de insetos entre as posições das armadilhas. Deve-se considerar o manejo de inseticidas e/ou integração de outras práticas de controle focadas também no solo e vegetação rasteira, devido a maior quantidade de cigarrinhas nas armadilhas mais baixas nas propriedades de Lapa e Palmeira. Com exceção à Palmeira, que permite manejo menos intenso em outubro, as demais localidades não mostraram período preferencial de controle dos vetores.