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Título
BULLYING E CYBERBULLYING NO LITORAL DO PARANÁ: RESULTADOS PRELIMINARES
Aluno: Alisson Eduardo Ferreira Machado - IC-Voluntária - Curso de Fisioterapia (Setor Litoral) (MT) - Orientador: Clovis Wanzinack - Departamento de Fisioterapia - Área de conhecimento: 70000000 - Palavras-chave: bullying; cyberbullying; violência escolar.
O fenômeno bullying é caracterizado por atos de violência, física ou verbal, que ocorrem de forma repetitiva e intencional contra uma ou mais vítimas. Nos meios virtuais, o cyberbullying, é uma manifestação cada vez mais comum e que utiliza recursos das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC's) para promoção de atitudes hostis contra indivíduos ou grupos. No contexto escolar esse fenômeno é tão antigo quanto a própria escola, contudo, nas últimas décadas é que vem ganhando destaque em pesquisas científicas. O presente projeto tem como objetivo geral produzir dados, sistematizar e refletir sobre os impactos e as estratégias de enfrentamento do bullying e cyberbullying em escolas da rede pública do litoral do Paraná. O estudo caracteriza-se como exploratório e descritivo com aspectos qualiquantitativos. Foi realizada pesquisa bibliográfica e documental a respeito do tema, elaboração e aplicação de instrumento para coleta de dados e mapeamento e caracterização das estratégias de enfrentamento do bullying e cyberbullying. A amostragem foi constituída por estudantes da rede pública de ensino dos municípios de Morretes, Paranaguá e Guaratuba. As entrevistas ocorreram em sala de aula com a explicação dos objetivos de estudo e, após, a entrega dos questionários. Para análise e estatística dos dados utilizou-se uma base de dados online, disponível no site do projeto. A amostra foi constituída por 1.000 estudantes, sendo 503 (50,3%) do sexo masculino e 497 (49,7%) do sexo feminino. Constatou-se que há grande ocorrência de bullying nas escolas públicas do litoral paranaense (n=468, 46,8 %). As formas mais frequentes são: física (n=119, 11,9 %), verbal (n=392, 39,2 %), racista (n=137, 13,7 %), gênero (n=48, 4,8%), econômica (n= 130, 13 %) e religiosa (n=112, 11,2 %). Os estudantes relataram que as escolas não têm programas de prevenção, identificação e intervenção diante de situação de violência. Também foi observado que os estudantes acessam redes sociais (Facebook, Twitter, Skype entre outros) em casa e na escola, sendo o telefone celular, notebook e desktop os aparelhos mais utilizados. Dentro deste contexto, 268 alunos (26,8%) relataram que já sofreram com comentários pessoais na rede. Pode ser analisado que há alto índice de prevalência de bullying escolar nas escolas do litoral paranaense e que existe demanda de programas de educação continuada para a comunidade escolar com a temática.