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Título
ESTUDO DO EFEITO DO ÓLEO DE PEIXE EM RATOS EXPOSTOS A PROCESSO INFLAMATÓRIO PRÉ NATAL
Aluno: Ana Caroline Camargos Rotondo de Oliveria - IC-Voluntária - Curso de Ciências Biológicas (M) - Orientador: Anete Curte Ferraz - Departamento de Fisiologia - Área de conhecimento: 20702019 - Palavras-chave: doença de parkinson; óleo de peixe; ômega-3 - Colaborador: Ana Marcia Delattre.
Baseados na hipótese de que a causa da doença de Parkinson (DP) é multifatorial e resultante da interação sinérgica de múltiplos insultos, alguns autores começaram a especular que fatores específicos, que ocorreram ainda com o indivíduo intra-utero, podem predispor àneurodegeneração. Assim, o objetivo foi investigar o efeito da exposição pré-natal ao lipopolissacarídeo de Escherichia coli (LPS) - que mimetiza uma infecção bacteriana durante a gestação em humanos - num período crítico para o desenvolvimento do sistema nervoso central em associação com a suplementação com ácidos graxos poli-insaturados da família ômega-3 sobre a função cognitiva, motricidade e bioquímica na geração F1. Para tanto, ratas Wistar com 12 semanas de idade foram divididas em dois grupos: óleo de peixe (OP) que receberam durante a gestação e lactação suplementação diária com 3g/kg de óleo de peixe e grupo controle (C) sem suplementação. No 11º dia de gestação cada grupo foi subdividido em dois e cada rata recebeu, via i.p., injeção com LPS (OP/LPS e C/LPS) na dose de 1mg/kg corporal ou volume idêntico de solução salina (OP/S e C/S). Os filhotes machos, aos 21 dias de vida, foram submetidos a teste para avaliação da memória, motricidade e avaliação imunohistoquímica. Os dados foram avaliados por ANOVA de duas vias seguida pelo pós-teste de Duncan. A injeção de LPS gerou déficit de memória uma vez que os animais dos grupos OP/S e C/S exploraram mais tempo o objeto cuja localização foi modificada em relação ao objeto referencia (p<0,05). Nos parâmetros avaliados no teste de campo aberto os animais do grupo LPS não apresentaram diferença em relação aos demais grupos experimentais. Na avaliação imunohistoquímica os filhotes cujas mães receberam injeção de LPS intraperitonial, demonstram significativa redução neuronal na substancia negra (p<0,05) que não foi revertida pela suplementação com óleo de peixe.