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Título
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE GASTROPROTETORA E CICATRIZANTE GÁSTRICA DO EXTRATO HIDROALCOÓLICO DO CHÁ PRETO OBTIDO DA CAMELLIA SINENSIS (L.) KUNTZE EM RATAS

Aluno: Gabriela Pereira Parchen - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Farmácia (MT) - Orientador: Cristiane Hatsuko Baggio - Departamento de Farmacologia - Área de conhecimento: 21001006 - Palavras-chave: atividade gastroprotetora; camellia sinensis; proteção gástrica - Coorientador: Maria Fernanda de Paula Werner - Colaborador: Débora Gasparin Borato, Daniele Maria Ferreira, Luísa Mota da Silva.

A Camellia sinensis (L.) Kuntze é mundialmente conhecida por seu uso através de chás, sendo os mais conhecidos o chá preto e o chá verde. É utilizada na medicina popular no auxilio em tratamento de doenças cardiovasculares, diabetes, câncer, além de serem utilizadas no emagrecimento e na redução dos níveis de colesterol. Estudos anteriores descreveram a atividade gastroprotetora do extrato aquoso do chá preto e alguns compostos isolados. Desta forma, o presente estudo tem como objetivo investigar o extrato hidroalcoólico do chá preto (EHCP) em modelos experimentais de lesões gástricas agudas e úlcera crônica em ratas, e os mecanismos de ação envolvidos. Ratas Wistar (~200 g, n = 6), em jejum sólido de 15 a 18 h, foram tratadas por via oral (v.o.) com veículo (água - 1 ml/kg), omeprazol (40 mg/kg) e EHCP (3, 10, 30 e 100 mg/kg) e após 1 h a úlcera foi induzida pela administração oral de etanol PA (0,5 ml/200 g). Foram avaliados a área das lesões gástricas, os níveis de muco e de glutationa reduzida (GSH). Para avaliação da secreção ácida gástrica foi realizada a ligadura do piloro e o conteúdo gástrico foi coletado após 4 h. Logo após a ligadura, os animais foram tratados com veículo e EHCP pela via intraduodenal (i.d.) e o omeprazol foi administrado por v.o. 1 h antes da cirurgia. A úlcera crônica foi induzida pela exposição do estômago a 500 ?l de ácido acético 80% por 1 minuto, e os animais foram tratados 2 vezes ao dia, durante 7 dias conforme descrito anteriormente. Foram avaliados a área da úlcera e aspecto histológico (HE). O tratamento com o EHCP (10 e 30 mg/kg) reduziram a área lesionada em 51 e 72%, respectivamente, quando comparado ao grupo controle. O EHCP na dose de 30 mg/kg evitou a depleção de muco e as doses de 3, 10 e 30 mg/kg reestabeleceram a quantidade de GSH. O EHCP (3, 10 e 30 mg/kg i.d) não alterou a acidez total e o volume da secreção ácida gástrica quando comparados ao grupo controle (C: 0,075 ± 0,005 mEq[H+]/ml e 10,4 ± 0,6 ml, respectivamente). No modelo de úlcera crônica, o EHCP (30 e 100 mg/kg, v.o.) reduziu a área ulcerada em 56 e 52%, respectivamente. A análise histológica realizada da mucosa gástrica também demonstrou a ação protetora do EHCP (30 mg/kg) e do omeprazol. Estes resultados sugerem que o EHCP apresenta atividade gastroprotetora através da manutenção dos fatores protetores (muco e GSH). Além disso, o EHCP também acelerou o processo de cicatrização da úlcera crônica. CEUA/BIO - UFPR (689).