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Título
ESTUDO DA DEPRESSÃO ASSOCIADA AOS MODELOS ANIMAIS DA DOENÇA DE PARKINSON

Aluno: Felipe Fernandes Ferreira - PIBIC/CNPq - Curso de Biomedicina (MT) - Orientador: Maria Aparecida Barbato Frazão Vital - Departamento de Farmacologia - Área de conhecimento: 21003009 - Palavras-chave: parkinson; depressão; rotenona - Colaborador: Caroline Maneira.

A doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais frequente, afetando cerca de 3% da população com mais de 65 anos de idade. É caracterizada pela perda progressiva de neurônios dopaminérgicos na substância negra pars compacta (SNpc) e pela presença de inclusões citoplasmáticas (corpos de Lewy) nos neurônios dopaminérgicos. A DP se manifesta clinicamente por disfunção motora, incluindo tremor em repouso, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural. Além dos sintomas motores, os pacientes podem apresentar sintomas não motores como ansiedade, disfunção cognitiva e depressão. A rotenona é um pesticida orgânico extraído de raízes de plantas pertencentes ao gênero Lonchocarpus e Derris, que inibe o complexo I da cadeia transportadora de elétrons mitocondrial. Esta toxina tem sido empregada como um modelo animal de DP, visto que é capaz de reproduzir tanto os sintomas motores quanto os não motores. Assim, o objetivo do presente estudo foi investigar a função motora e o comportamento tipo-depressivo em camundongos expostos à rotenona. Foram utilizados camundongos Swiss machos, os quais foram distribuídos aleatoriamente em 2 grupos: veículo (óleo de girassol) e rotenona (2,5 mg/kg), sendo administrados via i.p por 10 dias consecutivos. O teste de campo aberto foi realizado nos dias 1, 7, 14 e 21 após o término do tratamento para avaliar a função motora dos animais e os parâmetros analisados foram: frequência de locomoção e levantar, tempo de imobilidade e tempo de grooming. O teste de labirinto em cruz elevado foi realizado 24 horas após a última administração a fim de avaliar o estado de ansiedade do animal, neste teste foram observados: porcentagem de entrada nos braços aberto e fechado, porcentagem do tempo de permanência nos braços aberto e fechado além da frequência de SAP. O teste de natação forçada foi realizado no 21° dia (uma hora após o teste de campo aberto) para avaliar o comportamento tipo-depressivo. Neste, foi investigado os tempos de natação, imobilidade e escalada. Os resultados do teste de campo aberto mostraram que a rotenona não foi capaz de alterar a função motora dos camundongos. No teste de labirinto em cruz elevado não houve diferenças significativas entre o grupo controle e rotenona. No entanto, foi verificado através do teste de natação forçada que o tratamento com rotenona foi capaz de induzir um comportamento depressivo. Logo, nossos dados indicam que a administração de rotenona não resultou em alterações na função motora e no comportamento tipo-ansiedade e que foi capaz de produzir comportamento tipo-depressivo.