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Título
EFEITO DA ADMINISTRAÇÃO OROFACIAL DA FRAÇÃO HEXÂNICA DAS FLORES DE ACMELLA OLERACEAE EM CAMUNDONGOS

Aluno: Desirée da Costa Gomes dos Santos - PIBIC/CNPq - Curso de Farmácia (MT) - Orientador: Maria Fernanda de Paula Werner - Departamento de Farmacologia - Área de conhecimento: 21000000 - Palavras-chave: acmella oleraceae; atividade antinociceptiva; produtos naturais - Coorientador: Cristiane Hatsuko Baggio.

A Acmella oleraceae, encontrada na região amazônica, mais conhecida como jambu, é utilizada como alimento e medicinalmente para o tratamento da dor de dente. Estudos científicos demonstraram que o gênero Acmella apresenta efeitos biológicos como atividade anestésica local, anti-inflamatória, inseticida e antioxidante. O intuito do estudo foi investigar o efeito da administração orofacial da fração hexânica (FH), obtida do extrato etanólico das flores da Acmella oleraceae em camundongos (Mus musculus, variedade Swiss) machos (15-35 g). Inicialmente, para observar se a FH apresentava propriedades irritantes, foi realizado o teste de limpeza dos olhos. Foi instilado no olho direito 5 µL de capsaicina (0,3 µg, agonista de receptores TRPV1) ou FH (10, 30, 50 ou 100 µg), sendo que o número de movimentos de limpeza do olho foi considerado como indicativo de irritação. A capsaicina induziu cerca de 41 movimentos de limpeza (coçar os olhos), sendo que a FH 10, 30, 50 e 100 µg induziram 6, 13, 43 e 55 movimentos de limpeza, respectivamente. Depois, foi avaliado o efeito da administração orofacial de doses crescentes da FH (0,01 - 100 µg/lábio) durante 10 min, sendo que o tempo em que o animal permaneceu esfregando a região orofacial com as patas dianteiras foi considerado como indicativo de nocicepção. Os animais do grupo controle que receberam o veículo (salina % (30 min). Este conjunto de resultados sugere que a FH pode causar um efeito dual, analgesia em baixas doses e irritação e nocicepção em doses mais elevadas. Novos estudos estão em andamento para compreender os possíveis mecanismos de ação envolvidos nestes efeitos.+ 30 µL de tween 80) não apresentaram comportamentos nociceptivos significativos, esfregando a região injetada por 10 s. De maneira similar, a FH nas doses de 0,01, 0,1 e 1 µg/lábio também não promoveram respostas nociceptivas, uma vez que não diferiram do grupo veículo, enquanto que nas doses de 3, 10, 30 e 100 µg/lábio os animais esfregaram por 31; 24; 40 e 66 s, respectivamente, a área injetada. Assim, a dose de 1 µg/lábio foi selecionada para avaliar o possível efeito analgésico da FH. A administração de formalina (2,5%, 10 µL) na região orofacial induziu comportamentos nociceptivos em torno de 81 e 169 s, na primeira e segunda fase, respectivamente. O pré-tratamento com a FH (1 µg/10 µL) 10 ou 30 min antes da injeção de formalina aboliu a nocicepção na primeira fase (neurogênica) com valores de inibição de 91 ± 4% (10 min) e 90 ± 3% (30 min). De maneira similar, a segunda fase (inflamatória) foi reduzida em 80 ± 2% (10 min) e 59 ± 8.