0612

Título
PAPEL DA MEDIAÇÃO ADENOSINÉRGICA E DA INIBIÇÃO DA FOSFODIESTERASE NO EFEITO DA CAFEÍNA EM MODELO ANIMAL DE TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO

Aluno: Andrés Mello López - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Medicina (MT) - Orientador: Roberto Andreatini - Departamento de Farmacologia - Área de conhecimento: 21003009 - Palavras-chave: cafeína; transtorno obsessivo compulsivo; marble burying - Colaborador: Luiz Kae Sales Kanazawa.

O transtorno obsessivo compulsivo (TOC) é um transtorno neuropsiquiátrico com prevalência de 2 a 3% na população mundial. As manifestações clínicas dessa doença interferem significativamente na rotina normal das pessoas afetadas e diminuem muito suas qualidades de vida, levando essas pessoas a ocuparem até cerca de 5,9 horas por dia no envolvimento com obsessões e cerca de 4,6 horas com compulsões, segundo estimativas. O tratamento farmacológico é baseado principalmente na utilização de medicamentos da classe dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS). Entretanto, a utilização dos ISRS apresenta algumas limitações, como a alta taxa de pacientes não responsivos ao tratamento (40-60%), baixa taxa de pacientes com remissão completa dos sintomas (20%), grande número de efeitos adversos relacionados a esses medicamentos, elevado tempo de início de melhora dos sintomas após o início da terapia medicamentosa e contraindicação de uso em determinadas situações. Em face disso, justifica-se a procura por novos fármacos eficazes no TOC. Em estudo clínico duplo-cego e randomizado realizado por Koran, Aboujaoude e Gamel, foi sugerido um potencial efeito benéfico da cafeína no TOC associado a uma medicação pré-estabelecida de ISRS. Portanto, o objetivo deste trabalho foi analisar o possível papel antiobsessivo da cafeína (5, 20 e 40 mg/kg), administrada de forma aguda (30 minutos antes da realização dos testes) por via intraperitoneal em camundongos Swiss machos (~ 30 g), através do teste de esconder esferas, do labirinto em cruz elevado e do teste de campo aberto. As drogas utilizadas como controle positivo foram o diazepam (1mg/kg) e a fluoxetina (10mg/kg). Todos os protocolos experimentais empregados foram aprovados pela Comissão de Ética no Uso de Animais, CEUA/BIO - UFPR (número 781).