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Título
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE FOTOINATIVADORA DE CONÍDIOS DE COLLETOTRICHUM LINDEMUTHIANUM

Aluno: Roberta Kelly Lemos de Souza - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Farmácia (MT) - Orientador: Sandra Mara Woranovicz Barreira - Departamento de Farmácia - Área de conhecimento: 40300005 - Palavras-chave: porfirinas; inativação fotodinâmica; antracnose do feijão - Coorientador: Alan Guilherme Gonçalves - Colaborador: Camila Chevonica Vandresen.

A inativação fotodinâmica consiste na aplicação de um fotossensibilizador na presença de luz visível e oxigênio atmosférico para exterminar determinado micro-organismo. Dentre os fotossensibilizadores existentes se encontram as porfirinas. Substituições na estrutura básica desses compostos, especialmente a introdução de cargas, proporcionam alterações físico-químicas e fotoquímicas que modificam a interação com o alvo biológico. Por sua vez, o fungo Colletotrichum lindemuthianum é responsável pela antracnose, doença que acomete culturas de feijão, ocasionando lesões na parte aérea da planta, as quais resultam em quedas acentuadas na produtividade. No Brasil, o maior produtor mundial de feijão, a presença do Colletotrichum lindemuthianum nos feijoeiros acarreta grande prejuízo econômico e, nesse sentido, a inativação fotodinâmica pode ser um instrumento para auxiliar no controle da antracnose nesse vegetal. Por isso, o objetivo do presente estudo foi sintetizar derivados porfirínicos catiônicos e verificar metodologia para obtenção de conídios de Colletotrichum lindemuthianum. A síntese das porfirinas foi realizada por meio da reação de condensação entre pirrol, benzaldeído e piridina 4- carboxialdeído, em ácido propiônico a temperatura de refluxo por um período de uma hora. Para a separação dos derivados foi utilizada Cromatografia em coluna usando como fase estacionária sílica e fase móvel clorofórmiometanol (98/2). A reação de quaternização foi realizada empregando N,N-dimetilformamida como solvente e iodeto de metila como agente alquilante. Para o cultivo de Colletotrichum lindemuthianum, utilizou-se meio de cultura Agar farinha de aveia e incubação em estufa BOD, a 27±2°C, fotoperíodo de 12 horas, por sete dias. A seguir, os conídios foram obtidos a partir da inundação da placa com tampão fosfato salina, extração e homogeneização, seguida por filtração em gaze estéril. Os derivados porfirínicos catiônicos foram obtidos com os seguintes rendimentos: tetrafenilporfirina 0,2%; derivado catiônico monopiridilado 0,2%; derivado catiônico dipiridilado trans 0,35%; derivado catiônico dipiridilado cis 2,1%; derivado tripiridilado 5,5%; derivado tetrapiridilado catiônico 5,2%. Os conídios de Colletitrichum lindemuthianum foram obtidos após a etapa de filtração, necessária para retirada do micélio. A partir da obtenção dos conídios e derivados porfirínicos catiônicos é possível dar continuidade aos estudos para avaliação da inativação fotodinâmica desse micro-organismo e verificar a contribuição desta técnica para auxiliar no controle da antracnose.