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Título
MICRO/ NANOENCAPSULAMENTO DE TINTURAS HOMEOPÁTICAS E SIAS DILUIÇÕES PARA AVALIAÇÃO DE ATIVIDADE ALELOPÁTICA
Aluno: Letícia da Mata Lazinski - PIBIC/CNPq - Curso de Farmácia (MT) - Orientador: Josiane de Fátima Gaspari Dias - Departamento de Farmácia - Área de conhecimento: 40000001 - Palavras-chave: aster; tintura; decimal - Coorientador: Sandra Maria Warumby Zanin - Colaborador: Larissa Chella, Natasha Tiemi Fabri, Roberta Francielli Melo Hirano.
A utilização da homeopatia na agricultura constitui-se em uma alternativa viável, biossustentável e saudável para o meio ambiente e para o ser humano, pois elimina a geração de resíduos e emprega matérias-primas naturais na sua elaboração. O microencapsulamento, como tecnologia, também encontra aplicações na agricultura, pois permite a liberação controlada de produtos tóxicos e a proteção de compostos fotossensíveis e facilmente oxidáveis. Polímeros biodegradáveis são atualmente matérias-primas promissoras para a microencapsulação nas áreas farmacêutica, alimentícia e na agricultura, pois não se acumulam no organismo ou ambiente e podem ser obtidos de fontes naturais renováveis. Neste contexto, a presente pesquisa visou aliar técnicas de microencapsulação às propriedades alelopáticas da Tintura-mãe (TM) e dinamizados de Aster lanceolatus. A TM de A. lanceolatus foi preparada por maceração, sendo analisados o pH, a cor, o odor, a densidade, o teor alcóolico e o resíduo seco. Para os testes, foram selecionadas as dinamizações 7 DH, 12 DH e 30 DH preparadas com água purificada e a TM após secagem em temperatura inferior a 50 oC. O microencapsulamento foi realizado com alginato e amido, pela técnica da gelificação externa do alginato sob pressão, com utilização de compressor de ar. Para os ensaios alelopáticos, a espécie alvo escolhida foi Lactuca sativa cv. Gran rapids onde 20 sementes foram colocadas em placas redondas de acrílico contendo os controles, as amostras microencapsuladas ou as amostras não microencapsuladas, em triplicata. Em seguida, as placas foram colocadas em B.O.D. a 20 ºC e avaliadas diariamente, durante 7 dias, para verificação da germinação calculando o Índice de Velocidade de Germinação (IVG). Ao final de 7 dias, foi medido o crescimento do hipocótilo e da radícula de L. sativa. Os resultados obtidos foram submetidos aos testes de ANAVA e de Scott-Knott (p < 0,05). A comparação dos resultados das amostras microencapsuladas indicou diminuição do IVG pela amostra 12 DH, estímulo do crescimento do hipocótilo por parte das amostras 7 DH e 30 DH e inibição da radícula pela TM. Para as amostras não microencapsuladas houve diminuição do IVG e inibição do hipocótilo e da radícula pela TM, e estímulo do hipocótilo pela amostra 7 DH. Conclui-se que, a TM e as preparações dinamizadas em escala decimal de Aster lanceolatus microencapsuladas e não microencapsuladas apresentam influência sobre o crescimento e germinação de Lactuca sativa.