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Título
POTENCIALIDADES CITOTÓXICAS DE CROTON ARGENTEUS L. (EUPHORBIACEAE)
Aluno: Katlin Suellen Rech - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Farmácia (MT) - Orientador: Marilis Dallarmi Miguel - Departamento de Farmácia - Área de conhecimento: 40302008 - Palavras-chave: velame do campo; fedegoso; estudos alelopáticos - Coorientador: Cristiane Bezerra da Silva - Colaborador: Obdúlio Gomes Miguel.
Croton argenteus é conhecida como velame da lagoa e está disseminada em todo o país, com floração frutificação ao longo de todo o ano. Algumas espécies do Gênero Croton possuem atividade citotóxica conhecida, e os principais modelos testados são atividades in vitro, com linhagens celulares e o modelo Allium cepa. Assim, buscamos avaliar a atividade citotóxica das frações semipurificadas (hexânica, clorofórmio, acetato de etila e remanescente) obtidas do extrato etanólico bruto de C. argenteus L., através de modelos in vitro com 8 linhagens de células neoplásicas: MCF7 (carcinoma de mama), K562 (leucêmicas), NCI-ADR/RES (ovário resistente), OVCAR-3 (ovário), 786-0 (rim), UACC-62 (melanoma), HT-29 (colo), PC-3 (próstata), e os resultados foram comparados com os ensaios de toxicidade in vivo com D. tigrina em laboratório, utilizando soluções nas concentrações de 10, 100 e 1.000 ug.L-1. Nestes ensaios, foram avaliadas a mortalidade, regeneração da cápsula cefálica e alterações na divisão celular. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados, com quatro repetições em cada tratamento. A fração hexânica foi inativa até a maior concentração testada (IC50 > 200 ug.mL-1). O EEB e FAE se mostraram mais efetivos quando comparadas as demais frações. A FCL, FAE e FR apresentaram índice de seletividade (IS) iguais ou acima de 2,0. A FC, EEB, FAE e FR apresentaram taxa de mortalidade de 78% na maior concentração. A FH não se mostrou tóxica. o EEB, FCL, FAE e FR atrasaram a regeneração cefálica, sendo um indicativo de inibição na divisão celular. Para a mesma concentração, a porcentagem de atraso na regeneração foi de 55,6% (EEB), 57,9% (FCL) e 58,9% (FR). Apenas a FCL na concentração de 50 ug.mL-1 provocou alterações na divisão celular, apresentando aderência cromossômica e ponte cromossômica. Estes resultados demonstram que os ensaios in vivo com D. tigrina podem ser utilizados para a triagem de substâncias citotóxicas, e que o EEB e FAE são potentes inibidores da divisão celular, sendo seletivos para a maioria das linhagens testadas.