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Título
ANÁLISE DE EXCIPIENTES EM FORMA FARMACÊUTICA SÓLIDA DE USO ORAL DE MEDICAMENTOS INDUSTRIALIZADOS COM BASE NO SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO BIOFARMACÊUTICA

Aluno: Jessica Arantes Cararo - IC-Voluntária - Curso de Farmácia (MT) - Orientador: Camila Klocker Costa - Departamento de Farmácia - Área de conhecimento: 40301001 - Palavras-chave: excipientes; medicamentos; classificação.

Atualmente o consumo de medicamentos vem crescendo significativamente. Por isso, a indústria farmacêutica e as farmácias magistrais têm investido na melhoria da qualidade do produto, buscando por fórmulas estáveis e que desempenhem de forma segura e eficaz a função para qual foi pré-destinada. Nas formas farmacêuticas sólidas de uso oral um componente importante a ser analisado são os excipientes, que são insumos nem sempre inertes que conferem ao medicamento uma forma adequada, sendo que sua escolha requer um trabalho minucioso dos setores de pesquisa e desenvolvimento das indústrias farmacêuticas e das farmácias magistrais. Neste contexto, este estudo tem como objetivo avaliar os excipientes de medicamentos industrializados contendo fármacos sólidos de uso oral baseando-se no Sistema de Classificação Biofarmacêutica (SCB), que classifica-os em quatro diferentes classes (I, II, III, IV) de acordo com a solubilidade aquosa e a permeabilidade gastrointestinal. Para isso, foram realizadas revisões bibliográficas e consulta a bulas dos medicamentos selecionados para o estudo. Esta seleção incluiu dois medicamentos de uso oral com fármaco único de cada classe biofarmacêutica e que estivessem disponíveis no mercado na apresentação cápsula ou comprimido. Os produtos escolhidos foram: Classe I - alprazolam e difosfato de cloroquina; Classe II - albendazol e atorvastatina; Classe III - alendronato de sódio e carbamazepina; Classe IV - famotidina e paracetamol. De cada medicamento foram consultadas as marcas e apresentações disponíveis no mercado e os excipientes utilizados foram compilados para posterior comparação com as proposições do SCB. Por este estudo foram identificados oitenta e dois tipos diferentes de excipientes, sendo os mais empregados a croscamelose sódica, dióxido de silício coloidal e estearato de magnésio. Os aplicados em menor proporção foram a carragenina, cellactose, óleo de rícino polietoxilado hidrogenado, sacarina diidratada sódica, hidróximetilpropilcelulose, copolímero de polivinil ácool-polietilenoglicol e copolividona. As pesquisas mostraram que há grande complexidade na escolha dos excipientes de uma formulação, pois vários aspectos devem ser levados em consideração para que o medicamento seja seguro e efetivo para aquilo que se propõe. O SCB mostrou-se adequado para nortear essa decisão e auxiliar o profissional farmacêutico na definição farmacotécnica mais apropriada dos insumos para as formas farmacêuticas sólidas de uso oral.