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Título
NANO E/OU MICROPARTÍCULAS DE ÓLEOS DE ORIGEM VEGETAL PARA AROMATIZAÇÃO AMBIENTAL E ELIMINAÇÃO DE PRAGAS DOMÉSTICAS
Aluno: Cibéli Martins - INCT - Curso de Farmácia (MT) - Orientador: Sandra Maria Warumby Zanin - Departamento de Farmácia - Área de conhecimento: 40301001 - Palavras-chave: micropartículas; flotantes; pesticida - Coorientador: Gislene Mari Fujiwara - Colaborador: Patricia Pasqualim.
A dengue é uma doença de alta incidência de números de casos principalmente em áreas urbanas e semiurbanas tornando-se uma das principais preocupações de saúde pública internacional. A dengue é uma das principais causas de hospitalização e morte de pessoas em países asiáticos e latino-americanos, possuindo como principal vetor o mosquito Aedes aegypti com seu ciclo de vida dependente da presença de água, principalmente recipientes com água parada. Tendo em vista este fato, é possível considerar o combate às larvas e pupas do mosquito através de veiculação de substâncias ativas em recipientes que podem vir a acumular água. A utilização de técnicas de microencapsulação com estas substâncias pesticidas vem aumentando nos últimos anos, pois através desses sistemas de liberação é possível a redução da toxicidade desses ao meio ambiente e utilização de doses de ação letais. O presente trabalho propõe a criação de micropartículas flotantes capazes de combater as larvas e pupas do mosquito Aedes aegypti em locais com presença de água parada. A proposta de formulação para microencapsulação de ativos consiste na utilização de biopolímeros como alginato de sódio e goma xantana, tensoativo, ativos com função pesticida, álcool cetoestearílico, cloreto de cálcio e carbonato de cálcio. A metodologia empregada para a produção das micropartículas consiste no gotejamento da formulação sobre uma solução de cloreto de cálcio ocorrendo a gelificação iônica do polímero e formação das micropartículas. Foi feito o perfil de liberação do ativo microencapsulado, usando agitação de 250 rpm a 20ºC e como meio de liberação a água em pH 6,5, sendo coletadas alíquotas a cada 15 minutos durante 90 minutos. As alíquotas foram lidas em 279 nm. Os valores de absorbâncias encontrados foram comparados com uma curva padrão de concentrações e concluiu-se que em 90 minutos houve liberação de 48% da substância encapsulada.