0590
Título
ISOLAMENTO E IDENTIFICAÇÃO DE FLAVONÓIDES DE FOLHAS DE EUCALYPTUS GRANDIS, MYRTACEAE
Aluno: Allan Vinicius Felix Lourenço - PIBIC/CNPq - Curso de Farmácia (MT) - Orientador: Tomoe Nakashima - Departamento de Farmácia - Área de conhecimento: 40302008 - Palavras-chave: eucalyptus grandis ; flavonóides ; isolamento - Coorientador: Michel Salamanca Coelho - Colaborador: Juliana Alves Starosta, Cristiane Loiva Reichert.
A espécie Eucalyptus grandis pertence à família Myrtaceae. O gênero Eucalyptus possui cerca de 400 espécies no Brasil, sendo usada na medicina popular para bronquites, asma, inflamação de garganta e males de bexiga. As propriedades terapêuticas já estudadas são: antifúngica, antisséptica, adstringente, anti-inflamatória, antibacteriana e cicatrizante. Seu principal metabólito utilizado é o seu óleo essencial, onde o componente marjoritário é o cineol. Mas outros metabólitos são citados na literatura como os polifenóis, onde se destacam os flavonóides e taninos, sendo que esses metabólitos podem variar entre as diferentes espécies de eucalipto, por isso a importância da identificação desses bioativos entre as varias espécies do gênero. O objetivo desta pesquisa é o isolamento e purificação dos flavonóides das folhas do Eucalyptus grandis. A metodologia para a extração destes metabólitos é através da maceração por um período de 72 horas com n-hexano para retirada de substâncias lipossolúvel; posteriormente com o clorofórmio, com o mesmo procedimento. Após previa purificação do material utilizou-se acetona para extração dos metabólitos por período de 72 horas até esgotamento total. A presença de flavonóides foi confirmada através das reações de caracterização do grupo (Reações de Shinoda, Taubock, Pacheco e com pastilha de zinco) e análise por CCD e com revelador NEU. Os extratos acetônicos foram reunidos e concentrados no rotavaporizador, em seguida foi deixado evaporar o solvente residual em B.M. (60 C). Do extrato foi transferida uma alíquota de 0,5611g gramas e solubilizado em 15 mL de metanol, sendo desse utilizado para a realização de cromatografias em papel (Whatman 3) com a fase móvel ácido acético a 15%. Através das cromatografias foram identificadas duas faixas com o revelador NEU, uma banda de coloração laranja com Rf de 0,30 e uma de coloração amarelo-esverdeado com o Rf de 0,62. As bandas foram separadas e recortadas, em seguida colocadas em Erlenmeyer com acetona em agitação, em seguida realizou se a filtração das bandas de Rf 0,30 e Rf 0,62. A banda de Rf 0,30 foi purificada através da técnica de partição liquido-liquido do método Arizona. Onde posteriormente se irá realizar análise por meio de HPLC e por meio de Espectrometria de RMN para que se possam identificar os possíveis bioativos extraídos.