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Título
HERPES LABIAL RECORRENTE: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS, CLÍNICOS E TERAPÊUTICOS

Aluno: Mayara da Silva Miranda - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Odontologia (MT) - Orientador: Antônio Adilson Soares de Lima - Departamento de Estomatologia - Área de conhecimento: 40200000 - Palavras-chave: herpes labial; herpes simples; estomatite herpética - Colaborador: Jeniffer Kula, Indiara Welter Henn e Júnior José Goettems.

A infecção causada pelo vírus herpes simples (HSV) é a mais frequente das doenças de natureza viral observada na boca. Até a presente data, não há registros na literatura sobre os aspectos epidemiológicos do herpes labial recorrente na população universitária de Curitiba-PR. O objetivo deste estudo foi investigar a prevalência e as características clínicas do herpes labial recorrente na população de universitários matriculados na Universidade Federal do Paraná. Um questionário composto por perguntas objetivas relacionadas aos fatores desencadeantes, localização, sintomatologia, duração das lesões, período em que houve o primeiro episódio, histórico familiar e vícios associados ao herpes labial recorrente. Quatrocentos e dois indivíduos de ambos os sexos responderam o questionário. Os resultados revelaram que 114 (28,36%) dos entrevistados já apresentaram lesões labiais associadas à infecção pelo HSV. Deste total, 83 (72,8%) eram do sexo feminino e, na maioria, estudantes do curso de Odontologia. Noventa por cento dos entrevistados desconheciam o fato de ter manifestado gengivoestomatite herpética anteriormente. Sessenta e sete indivíduos (58,7%) moravam com a família e 75 (65,7%) dos entrevistados apresentavam alguém da família que já havia manifestado a doença, especialmente, a mãe (66,6%). Em relação as recidivas, 76 (66,6%) afirmaram apresentar recidivas do herpes labial recorrente. O local mais afetado pelas lesões foi o lábio e com tempo médio de cura de sete dias. A maioria dos entrevistados associaram o surgimento das lesões ao estresse e a imunodepressão (84,2%), seguido pelo época de provas da faculdade com 59,6%. A dor ou coceira e o comprometimento estético que a doença provoca representaram as principais queixas (respectivamente 79,8% e 70,1%). O uso do aciclovir pomada foi o tratamento mais utilizado. Entre os entrevistados, 81,5% não eram tabagistas e 34,2% não faziam uso de bebidas alcoólicas. Baseado nestes achados, pode se concluir que a prevalência de herpes labial recorrente na população estudada é baixa, acometendo mais mulheres e com significativa relação com o fator genético. O estresse e depressão da imunidade e o período de provas da faculdade tem uma possível relação com o surgimento das lesões.