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Título
HERPES LABIAL RECORRENTE: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS, CLÍNICOS E TERAPÊUTICOS

Aluno: Faena Eleotério Penzo - IC-Voluntária - Curso de Odontologia (MT) - Orientador: Antonio Adilson Soares de Lima - Departamento de Estomatologia - Área de conhecimento: 40200000 - Palavras-chave: herpes labial; herpes simples; estomatite herpética - Colaborador: Jeniffer Kula, Indiara Welter Henn, Júnior José Goettems.

A infecção causada pelo vírus herpes simples (HSV) é a mais frequente das doenças de natureza viral observada na boca. Até a presente data, não há registros na literatura sobre os aspectos epidemiológicos do herpes labial recorrente na população universitária de Curitiba-PR. O objetivo deste estudo foi investigar a prevalência e as características clínicas do herpes labial recorrente na população de universitários matriculados na Universidade Federal do Paraná no período de julho a dezembro de 2013. Um questionário composto por perguntas objetivas relacionadas aos fatores desencadeantes, localização, sintomatologia, duração das lesões, período em que houve o primeiro episódio, histórico familiar e vícios associados ao herpes labial recorrente foi desenvolvido e aplicado. Quatrocentos e dois estudantes universitários de ambos os sexos responderam o questionário. Os resultados revelaram que 114 (28%) dos entrevistados já apresentaram lesões labiais associadas à infecção pelo HSV. Deste total, 83 (73%) eram do sexo feminino e, na maioria, estudantes do curso de Odontologia. Noventa por cento dos entrevistados desconheciam o fato de ter manifestado gengivoestomatite herpética anteriormente. Sessenta e sete indivíduos (59%) moravam com a família e 75 (66%) dos entrevistados apresentavam alguém da família que já havia manifestado a doença, especificamente, à mãe (67%). Em relação às recidivas, 76 (67%) afirmaram apresentar recidivas do herpes labial recorrente. O local mais afetado pelas lesões foi o lábio e com tempo médio de cura de sete dias. A maioria dos entrevistados associou o surgimento das lesões ao estresse e à imunodepressão (84%), seguido pela época de provas da faculdade com 59%. A dor ou coceira e o comprometimento estético que a doença provoca representaram as principais queixas (respectivamente 80% e 70%). O uso do aciclovir pomada foi o tratamento mais utilizado. Entre os entrevistados, 81% não eram tabagistas e 34% não faziam uso de bebidas alcoólicas. Baseado nestes achados, pode se concluir que a prevalência de herpes labial recorrente na população estudada é relativamente baixa, acometendo mais mulheres e com significativa associação a fatores genéticos. O estresse e imunodepressão e o período de provas da faculdade podem ter uma possível relação com o surgimento das lesões.