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Título
PRODUÇÃO DE ENZIMAS POR CULTIVO LÍQUIDO A PARTIR DE UM NOVO MICRORGANISMO

Aluno: Priscila Zanette de Souza - PIBIC/CNPq - Curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia (MT) - Orientador: Michele Rigon Spier - Departamento de Engenharia Química - Área de conhecimento: 20805004 - Palavras-chave: amilase; resíduos industriais; fermentação - Colaborador: Patricia Salles.

As amilases, hidrolases que degradam moléculas de amido em frações menores, formam um dos mais importantes grupos de enzimas industriais pelo seu amplo espectro de aplicações tais como nas indústrias de alimentos, papéis, têxteis, panificação, indústrias química e farmacêutica. Por esse motivo, sua demanda é elevada e requer produção em larga escala. As amilases podem ser produzidas a partir de fontes variadas e nesse estudo busca-se a produção de amilases através de um microrganismo fúngico ainda não reportado na literatura. Com base nos resultados anteriores do grupo de pesquisa, investiga-se o potencial do fungo MR-56 (Obtido do banco de cepas do Laboratório de Processos Biotecnológicos I) na produção de amilases. O microrganismo foi repicado em meio para o preparo do inóculo e e posteriormente inoculado em meio líquido seletivo para a indução da síntese da enzima utilizando o processo de fermentação submersa (FSm). Para a etapa de fermentação foram utilizados como substrato três diferentes resíduos industriais do processamento do trigo (Farinha de Cola, Farinha C4, Resíduo Moído), além do meio amido definido (Controle). Para a avaliação do melhor meio fermentativo foi realizada a avaliação qualitativa do crescimento microbiano, e a análise quantitativa a partir da determinação da atividade da a-amilase por método colorimétrico e acompanhamento da concentração do amido residual no meio. Também foi realizado um estudo utilizando-se os mesmos resíduos industriais porém com o enriquecimento do meio com nutrientes. A Farinha de Cola foi o substrato que apresentou maior atividade enzimática talvez pelo maior teor de amido neste resíduo. O trabalho encontra-se em andamento para a caracterização do resíduo selecionado bem como para a otimização das condições de produção das amilases.