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Título
QUEBRA DE EMULSÕES DE ÓLEO/ÁGUA VIA MICROONDAS

Aluno: Mateus Hermann Mendes - Jovens Talentos - CAPES - Curso de Engenharia Química (MT) - Orientador: Regina Jorge - Departamento de Engenharia Química - Área de conhecimento: 30000009 - Palavras-chave: emulsões; microondas; óleo.

A formação de emulsões ocorre naturalmente, existindo na maior parte do óleo explorado ao redor do mundo, possuem grande viscosidade e densidade o que acarreta em custos maiores para o transporte de óleos, além de outros problemas envolvendo questões operacionais. O objetivo desse trabalho é a desestabilização de emulsões tipo óleo/água através da exposição a ondas de microondas e comparar os resultados obtidos com outro método de aquecimento mais convencional. A metodologia aplicada consiste na preparação de uma emulsão artificial através de equipamentos fornecidos pelo laboratório de emulsões (EMULTEC), a emulsão será dividida em três grupos, sendo que um deles não sofrerá nenhum tratamento e será desestabilizada por processos naturais, visto que emulsões não são espécies termodinamicamente estáveis, uma das amostras será aquecida através do banho-maria (tratamento convencional) e a última será aquecida via microondas, diversas propriedades serão medidas nas emulsões, entre elas viscosidade, tensão interfacial, densidade e condutividade, além dessas grandezas também serão observadas as microemulsões em um microscópio para cada amostra, após um determinado tempo de operação essas grandezas serão medidas novamente e os resultados serão comparados. Baseando-se em estudos semelhantes da revisão bibliográfica espera-se uma diminuição viscosidade, da tensão superficial e quebra das microemulsões. O método de quebra por microondas foi proposto pela facilidade com que ocorre a coalescência das gotículas de água, pelo fato de afetar apenas a parte polar da emulsão, resultando numa neutralização dos tensoativos naturais pela movimentação da água, o aquecimento por microondas também se mostra como uma alternativa mais ecologicamente viável para a operação e leva menos tempo para quebrar a emulsão de acordo com outros estudos revisados.