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Título
RECUPERAÇÃO DE ELEMENTOS DE TERRAS RARAS DE RESÍDUO DE LÂMPADAS FLUORESCENTES

Aluno: Lais Caldas Bressam - IC-Voluntária - Curso de Engenharia Química (MT) - Orientador: Regina Weinschutz - Departamento de Engenharia Química - Área de conhecimento: 30603005 - Palavras-chave: lixo urbano; resíduo sólido; planejamento regenerativo - Coorientador: Alvaro Luiz Mathias.

As lâmpadas fluorescentes são compostas por vapor de mercúrio a baixa pressão, gás inerte, vidro, plástico e pó fosfórico, cujos elementos são responsáveis pela emissão de luz visível. Depois de usados, esses dispositivos são considerados resíduos urbanos perigosos. Embora não existam resoluções específicas sobre o descarte das lâmpadas na legislação brasileira, há empresas que proporcionam o recolhimento e reciclagem das partes vítreas, metálicas e do pó fosfórico. No entanto, a reciclagem do pó visa apenas seu reuso integral, sendo que alguns dos metais que o compõe possuem grande potencial econômico, como é o caso dos terras raras ítrio e európio. Para que os elementos terras raras de lâmpadas fluorescentes usadas encontrem aplicação, é necessário o desenvolvimento de uma técnica de separação eficiente. Por isso, estudou-se a recuperação desses metais por hidrometalurgia, que se constitui a digestão do pó fosfórico em solução aquosa, seguida da separação dos componentes por precipitação fracionada através da adição de outras substâncias ao meio. Primeiramente, realizaram-se experimentos referentes à digestão ácida. Foram empregadas soluções de ácido sulfúrico com concentração 4N, as quais foram adicionadas aos sais fosfato e carbonato de cálcio, elemento presente em grande quantidade no pó fosfórico. A relação soluto/solução foi de 5% e a reação ocorreu em temperatura ambiente. Obtiveram-se porcentagens médias de recuperação dos sais fosfato e carbonato de 88,972% e 92,964%, respectivamente. Os Kps experimentais do cálcio também foram determinados, como forma de quantificar o remanescente desse elemento nas soluções resíduo. Encontraram-se valores de Kps superiores ao dado da literatura para 25 ºC devido às perdas de soluto e solução durante o processo, e à imprecisão quanto ao valor da temperatura do experimento, além da conversão inferior a 100%. Em seguida, foram iniciados os ensaios de precipitação. Tal etapa constituiu-se da adição de oxalato de sódio em soluções de ácido sulfúrico de concentração 2N, às quais foram acrescentados óxido de ítrio e fosfato de cálcio. Percebeu-se a precipitação de cristais esbranquiçados, os quais foram conduzidos para a análise da composição. Os resultados referentes a esses testes ainda não foram disponibilizados.