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Título
INFLUÊNCIA DO PH NA FORMAÇÃO E ESTABILIDADE DE EMULSÕES DE PETRÓLEO

Aluno: André Stefaniu Costa - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Engenharia Química (MT) - Orientador: Agnes de Paula Scheer - Departamento de Engenharia Química - Área de conhecimento: 30603161 - Palavras-chave: emulsão; ph; estabilidade - Colaborador: Priscila Tiemi Higuti do Nascimento, Ezequiel de Souza Freire Orlandi.

Quando o petróleo é extraído do reservatório pode-se formar uma emulsão do próprio óleo com a água presente. A emulsão formada são dois líquidos imiscíveis, que quando misturados, uma das fases torna-se uma porção de gotículas dispersas na outra fase. Essa emulsão formada demora muito para separar naturalmente, sendo necessário adicionar agentes desemulsificantes, ou operações unitárias que aceleram a quebra da emulsão. A adição de um sal, e sua mudança no pH pode desestabilizar a emulsão, assim separando-a em duas fases, diminuindo os custos de sua separação. O trabalho teve como base, estudar as características do petróleo, sua composição e aspectos reológicos, como grau API, densidade, tensão superficial e interfacial, viscosidade, condutividade e compreender o que é uma emulsão, como ela ocorre, como evitá-la ou tentar ao máximo separá-la. Além disso, levantar parâmetros para compreensão do efeito do pH nas emulsões estáveis. A adição de ácidos e bases inorgânicas influencia fortemente sua ionização no filme interfacial e muda radicalmente as propriedades físicas desse filme. Espera-se que o pH da água afete a rigidez do filme interfacial, sendo forte em meios ácidos e enfraquecendo conforme o aumento do pH. O pH pode influenciar também o tipo de emulsão formada, geralmente em meios ácidos gera-se emulsões do tipo água em óleo, e em meios básicos forma-se emulsões óleo em água. Portanto, é preciso avaliar o pH ideal para que haja a maior desestabilização possível da emulsão, espera-se encontrar uma faixa ótima de pH para cada tipo de sal utilizado e cada fração de água na emulsão. O procedimento experimental é realizado a partir de 3 soluções tamponantes de diferentes pH, que juntamente com o petróleo irão formar a emulsão. As amostras foram agitadas previamente manualmente e depois em um homogeneizador Silverson, modelo L4RT, durante 3 minutos, sob a agitação de 10.000 rpm e temperatura constante de 60°C. Após o preparo, foram coletadas diversas características como: condutividade, tensão interfacial, viscosidade e microscopia para avaliar qual solução tamponante irá fornecer as melhores propriedades para a desestabilização da emulsão formada. As amostras irão ser avaliadas quanto à estabilidade de 4 horas (verificar a viabilidade de produção) e de 24 horas (viabilidade para transporte). Os resultados em fase final serão apresentados por ocasião do 22° EVINCI em outubro de 2014.