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Título
MODIFICAÇÃO ANATOMICA DAS LAMINAS DE PINUS

Aluno: Renato Fernades De Oliveira Vissossi - PET - Curso de Engenharia Industrial Madeireira (MT) - Orientador: Mayara Elita Carneiro - Departamento de Engenharia e Tecnologia Florestal - Área de conhecimento: 50204025 - Palavras-chave: nanossilica; laminas; pinus - Coorientador: silvana nisgoski - Colaborador: Fernando bianco.

As técnicas de modificação da madeira, que são usualmente empregadas para aprimorar as propriedades tecnológicas de uma determinada espécie, estão em pleno avanço, aonde muitos métodos e procedimentos vêm sendo desenvolvidos e tornando-os cada vez mais eficazes. Porém, há ainda muitas questões relativas a princípios ativos, eficácia, custos e otimização destas tecnologias. Assim, este trabalho buscou avaliar tratamentos com a impregnação de nanossílica para a modificação de lâminas de Pinus spp. A obtenção das amostras foi realizada no processo de uma indústria de compensados, foram coletadas aleatoriamente lâminas torneadas com idade aproximada de 30 anos. Estas lâminas provêm de diversas toras e de diferentes posições do lenho, a fim de simular toda a heterogeneidade da matéria-prima presente no processo industrial. Em condições de laboratório foram confeccionados os corpos-de-prova com dimensões 185 x 24 x 2 mm. Para a modificação destas lâminas, realizaram-se tratamentos com base em nanopartículas de sílica. A nanossílica utilizada para impregnação foi extraída da planta cavalinha (Equisetum arvenses), o processo de obtenção compreende que, a partir do vegetal lavado realizou- se um ciclo de lixiviação ácida (água deionizada + HCl 2%), posteriormente a lavagem do material até pH neutro, secagem e a moagem. A última etapa foi a de calcinação, em temperatura de 500ºC por 2 horas, com isso têm-se as nanossílicas. Para o processo de impregnação nas lâminas de madeiras, cerca de 50 amostras foram submersas em solução, utilizou-se a água com meio de impregnação da sílica, preparou-se uma solução com água destilada, 2% de nanossílicas e 0,5% de hexametafosfato de sódio (NaPO3)n como catalizador e submetidas à pressão negativa. Pós-impregnação houve a secagem em estufa a 103ºC por 4 horas. Para determinar a quantidade de solução que impregnou nas amostras mensuraram-se as massas dos corpos de prova antes e posteriormente ao processo de impregnação, caracterizando o seu ganho em percentual de massa (do inglês, weight percent gain - WPG), descrição macro e microscópia e avaliação da resistência no ensaio de flexão estática. Os resultados foram avaliados através da análise de variância e teste de Tukey ao nível de probabilidade de 95%. As nanopartículas de sílica proporcionaram uma melhora nos resultados do ensaio de resistência a flexão. A modificação proposta valorizou distintas propriedades e identificando interessantes aprimoramentos na qualidade tecnológica de lâminas de Pinus.