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Título
ENXERTIA DE TRÊS ESPÉCIES DO GÊNERO EUCALYPTUS
Aluno: Felipe Schumacher Sant'Anna - Pesquisa voluntária - Curso de Engenharia Florestal (MT) - Orientador: Antonio Rioyei Higa - Departamento de Engenharia e Tecnologia Florestal - Área de conhecimento: 50201034 - Palavras-chave: clonagem; pomar clonal; eucalipto - Coorientador: Paulo André Trazzi - Colaborador: Daniel Strozzi, Lucas Moura de Abreu, Roberto Resende Lisboa Piassetta.
A crescente produtividade dos plantios comerciais de Eucalyptus é resultante, principalmente, do desenvolvimento de programas de melhoramento genético combinadas com práticas silviculturais adequadas. Um dos métodos de melhoramento genético mais usado é a produção de sementes em pomares clonais, onde são reunidos genótipos selecionados em alta intensidade em uma área, onde a produção de sementes é intensificada. A enxertia é o método mais recomendado para propagação de genótipos selecionados, por favorecer o florescimento precoce e manter a árvore propagada em altura que facilita a colheita de sementes. No entanto, sabe-se que existe grande dificuldade em obter-se êxito na enxertia de espécies florestais, principalmente, devido à incompatibilidade entre o enxerto e porta enxerto, às condições de temperatura e umidade no período pós-enxertia, a qualidade de porta-enxerto e a habilidade do enxertador. Este trabalho teve como objetivo quantificar a taxa de sobrevivência de enxertos de três espécies do gênero Eucalyptus: E. benthamii, E. dunnii e E. saligna. Para a realização do experimento foram coletados ramos-enxertos no terço superior de árvores selecionadas em plantios com quatro anos de idade, com aproximadamente 15 cm de comprimento. Os plantios estão localizados em uma fazenda experimental no município de Rio Negrinho - SC. O método de enxertia utilizado foi o de garfagem em fenda cheia. Após a enxertia as plantas enxertadas foram transferidas para uma estufa, com temperatura média de 24º C e umidade de 93%. Foram realizados 620 enxertos de E. benthamii, 483 de E. dunnii e 341 de E. saligna. A sobrevivência após 45 dias da enxertia foram de 9,2 %; 8,3% e 2,3% para E. dunnii, E. benthamii e E. saligna, respectivamente. Com base nos resultados do teste F, observou-se diferenças significativas nas sobrevivências entre as espécies (p < 0,05). Comparando as espécies através do teste de Tukey ( p <0,05 ), observou-se, no entanto, que não houve diferenças significativas entre o E. dunnii e E. benthamii, e também que a sobrevivência dos enxertos de E. saligna foi estatisticamente inferior as duas espécies. Conclui-se que a taxa de sobrevivência dos enxertos das três espécies foi relativamente baixa se comparadas com outros estudos já publicados e que o E. saligna apresenta maior dificuldade na clonagem por enxertia. Para aumentar a taxa de sobrevivência na clonagem por enxertia de tais espécies, sugere-se o uso de porta-enxertos com maior diâmetro de colo e melhor capacitação dos enxertadores.