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Título
A REPRESENTAÇÃO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL E AS PRATICAS COTIDIANAS DOS USUÁRIOS DO HIPERDIA

Aluno: Taísa Tatiane de Souza Santos - CNPq-Balcão - Curso de Enfermagem (MT) - Orientador: Maria de Fátima Mantovani - Departamento de Enfermagem - Área de conhecimento: 40400000 - Palavras-chave: doença crônica; saúde do adulto; cuidados de enfermagem - Colaborador: Elis Martins Ulbrich, Maria Elisa Brum do Nascimento,Luciana Puchalski Kalinke.

Este estudo aborda o significado do adoecimento e as praticas cotidianas dos usuários HIPERDIA. As práticas cotidianas podem ser entendidas como representações, significados e valores vinculados ao conjunto de interações socioculturais, que articulam entre si, indivíduos e grupos que partilham a mesma realidade e se assemelham em suas potencialidades e dificuldades. O objetivo do estudo foi compreender as representações que determinam a escolha das praticas de vida de indivíduos com hipertensão, acompanhados no programa HIPERDIA. Trata-se de uma pesquisa descritiva de natureza qualitativa realizada nas Unidades de Saúde do Distrito Sanitário Boa Vista localizada no município de Curitiba (PR), fundamentada na Teoria da Representação Social de Moscovici. Participaram da pesquisa 15 indivíduos, com idade entre 18 e 60 anos, cadastrados e ativos no programa HIPERDIA. A coleta ocorreu entre janeiro e abril de 2014, guiados pela entrevista semiestruturada e analisados pelo método de análise de conteúdo. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos do Setor de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná, registro CEP/SD: 220.068. Foram encontradas duas categorias: "A vida com a Hipertensão" e "Práticas cotidianas do Hipertenso". Na primeira categoria os usuários compreendem a hipertensão e o adoecer como uma enfermidade não entendida, silenciosa e hereditária. O conhecimento da hipertensão e as medidas de controle foram ancorados na preocupação com a saúde, cuja representação esteve associada ao descuido com saúde, culpa e o medo. Na segunda categoria as práticas cotidianas foram representadas nos efeitos socioculturais integrados a mudança de hábito alimentar e a introdução do medicamento que representa obrigação, prevenção, tédio e dificuldade. A escolha das práticas também foi ancorada no medo da morte, da ruptura do vínculo familiar e no conformismo com a doença. Considera-se que as representações dos usuários influenciam na produção e circulação de informação que orientam as práticas cotidianas e possibilitam estabelecer o espaço de interlocução e ação na reorientação dos profissionais para o cuidado baseado na valorização das necessidades dos usuários.