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Título
PERCEPÇÃO DOS ADOLESCENTES E JOVENS EM RELAÇÃO AO IMPACTO DA ANEMIA FALCIFORME EM SUAS VIDAS
Aluno: Rafaela Aparecida Pereira - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Enfermagem (MT) - Orientador: Marcia Helena de Souza Freire - Departamento de Enfermagem - Área de conhecimento: 40403009 - Palavras-chave: anemia falciforme; enfermagem; adolescente.
A anemia falciforme é a hemoglobinopatia crônica e hereditária de maior incidência no mundo. Apresenta um curso clínico bastante complexo e variável, sendo fundamental o seu conhecimento por parte dos profissionais da área da saúde. O objetivo desta pesquisa foi analisar o impacto da anemia falciforme no cotidiano de vida relatado por adolescentes que são acompanhados regularmente em um Ambulatório de referência no município de Curitiba-PR. Por meio de uma pesquisa qualiquantitativa de natureza descritivo-exploratória, que tem como referencial teórico a Representação Social, realizaram-se entrevistas semiestruturadas, audiogravadas com 12 adolescentes portadores de anemia falciforme. O método de análise escolhido foi o Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), com a utilização do software Qualiquantisoft®. Como resultados, observou-se que a faixa etária dos entrevistados foi de 12 a 17 anos, com predomínio do sexo feminino (n=10); a maior parte dos entrevistados se declarava de etnia negra (n=6); a maior proporção dos entrevistados (n=5) era procedente da 2ª Regional de Saúde; a maior parte dos entrevistados (83,33%) cursava o ensino fundamental. Com relação aos internamentos, o principal motivo relatado foram as crises de dor (n=10). Nos Discursos do Sujeito Coletivo (DSC), observou-se que a força de compartilhamento sobre não ter conhecimento sobre a doença foi de 50% dos participantes, e os demais (50%) demonstravam algum entedimento; houve uma prevalência no diagnóstico realizado através da Triagem Neonatal (66,67%) em comparação com a investigação por morbidades. Na percepçãodos entrevistados, 83,33% do compartilhamento foi para não sentirem-se distintos de outras pessoas na mesma faixa etária; no entanto, 62,50% compartilhou que a doença afeta fisicamente as atividades do dia a dia. Quando indagados sobre o tratamento, os adolescentes entrevistados relataram com maior força de compartilhamento (52,17%) sua rotina de medicações e menor a de consultas (47,83%). Com relação ao serviço prestado pelo ambulatório, quase todos compartilharam (91,67%) satisfação e um participante, que afirmou insatisfação, o fez com sua condição clínica. Concluiu-se, portanto que a anemia falciforme é uma doença de grande relevância, com poucos estudos voltados para abordagem ao paciente. Evidencia-se a necessidade de mais ambulatórios de referência no Estado, maior promoção de ações de educação em saúde realizadas pelos profissionais, na perspectiva da transdisciplinaridade, com o objetivo de estimular o conhecimento sobre a doença.