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Título
AVALIAÇÃO DOS PADRÕES DE SAÚDE FUNCIONAL DO FAMILIAR CUIDADOR NO PÓS TRANSPLANTE IMEDIATO DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS
Aluno: Mayara Eloize Ferreira - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Enfermagem (MT) - Orientador: Nen Nalú Alves das Mercês - Departamento de Enfermagem - Área de conhecimento: 40400000 - Palavras-chave: transplante de células-tronco hematopoéticas; cuidadores; enfermagem - Colaborador: Anna Carolina Gaspar.
Familiar que cuida do transplantado, também adoece, ele vivencia todo o sofrimento do ente querido, durante todo o tratamento e ainda convive com o sentimento de ineficiência perante a doença de seu familiar e os padrões de saúde funcional podem se alterar quando há envolvimento com processos patológicos. Portanto, esta pesquisa teve como objetivo avaliar os Padrões de Saúde Funcional do familiar-cuidador afetados no Pós-Transplante Imediato de Células-Tronco Hematopoéticas utilizando como base os padrões de saúde funcional propostos por Marjory Gordon. Os padrões são: percepção-controle de saúde; nutricional metabólico; eliminação; atividade-exercício; sono e repouso; cognitivo perceptivo; autopercepção - autoconceito; papel relacionamento; sexualidade-reprodução; enfrentamento-tolerância ao estresse; valor-crença e conforto. Trata-se de um estudo quantitativo descritivo, realizado no Serviço de Transplante de Medula Óssea de um Hospital Universitário do Sul do Brasil, no período de setembro de 2013 a abril de 2014. A amostra composta por 20 familiares-cuidadores de pacientes que estavam no processo de TCTH entre os meses de setembro de 2013 a abril de 2014. A coleta de dados foi realizada através da aplicação de um questionário contendo questões aberto-fechadas. Foram respeitados os princípios éticos propostos na Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. A análise foi por estatística descritiva simples. Na avaliação dos padrões de saúde funcionais obteve-se os seguintes resultados: os padrões mais afetados foram: padrão de valor e crença, 20 familiares (100%); padrão autopercepção-autoconceito, 19 familiares (95%) e padrão papel relacionamento, 18 familiares (90%). Os padrões que apresentaram menor alterações foram: padrão de eliminação, seis familiares (30%); padrão enfrentamento-tolerância ao estresse, oito familiares (40%) e conforto, cinco familiares (25%). Observou-se que há alterações significativas e que comprometem a qualidade de vida do familiar-cuidador. Portanto, estudos dessa natureza possuem grande importância no período pós-transplante.