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Título
INVESTIGAR A QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES ONCOLÓGICOS SUBMETIDOS A QUIMIOTERAPIA
Aluno: Marthyna Pereira de Mello - IC-Voluntária - Curso de Enfermagem (MT) - Orientador: Luciana Puchalksi Kalinke - Departamento de Enfermagem - Área de conhecimento: 40400000 - Palavras-chave: enfermagem oncológica; qualidade de vida; neoplasias da mama - Colaborador: Gisele Cordeiro, Carila Galdino, Michele Jocowski.
A neoplasia mamária é uma doença temida pelas mulheres, pois comumente está associada à mutilação física, alterações no estilo e na qualidade de vida. No Brasil a preocupação com este cenário refletiu-se na Política Nacional de Atenção Oncológica, que atingiu tanto instituições de saúde públicas quanto as privadas. Assim, ambas as instituições, devem estar preparadas para fornecer suporte em todas as dimensões do tratamento oncológico, com o intuito de melhoria da qualidade de vida para estes pacientes.O objetivo desta pesquisa foi investigar e comparar a qualidade de vida das mulheres com neoplasia mamária submetidas à quimioterapia, no convênio público (denominado para o estudo como IA) e privado (como IB), identificando os principais sintomas e domínios afetados. Trata-se de um estudo observacional, de coorte prospectivo, realizado com 64 mulheres no período de maio de 2012 a setembro de 2013, os critérios de inclusão foram: diagnóstico comprovado de neoplasia mamária, idade superior a 18 anos e não possuir histórico de tratamento quimioterápico. Os dados foram coletados mediante dois instrumentos desenvolvidos pela Organização Europeia de Pesquisa e Tratamento de Câncer. Quality of Life Questionnarie BR23, aplicados em três etapas do tratamento. Tal questionário, traduzido para o português, validado no Brasil, direcionado a qualidade de vida especificamente para neoplasia mamária, é composto por 23 perguntas relacionadas aos efeitos colaterais da quimioterapia, sintomas relacionados ao braço e mama, imagem corporal e função sexual. A coleta de dados ocorreu em três fases do tratamento: a primeira até 24 horas antes do início do tratamento quimioterápico. A segunda ocorreu aproximadamente 45 dias após o início da quimioterapia, e a terceira, aproximadamente 90 dias após o início da primeira, ambas com uma margem de cinco dias para mais ou menos. Como resultados nota-se que há semelhança no perfil clínico, tanto para as mulheres em tratamento em IA quando IB. No entanto, as diferenças entre ambos os grupos verificada na escala de sintomas do BR23, mostra que o item imagem corporal apresentou um escore alto na instituição privada, enquanto que a função sexual apresentou um escore maior na pública. Tais evidências subsidiam intervenções de enfermagem que minimizem os efeitos negativos do itinerário terapêutico, reafirmando a necessidade de desenvolvimento de estratégias de fortalecimento de ações em saúde específicas, tornando o cuidado mais direcionado e efetivo.