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Título
PROVÁVEL MODO DE TRANSMISSÃO DO VÍRUS DA AIDS EM PACIENTES NOTIFICADOS NO SEPIH/HC
Aluno: Letícia Marie Sakai - Bolsista permanência - Curso de Enfermagem (MT) - Orientador: Liliana Muller Larocca - Departamento de Enfermagem - Área de conhecimento: 40406008 - Palavras-chave: enfermagem; aids; saúde coletiva - Colaborador: Viviane Serra Melanda, Dora Yoko Nozaki Goto, Adeli Pryzibicien de Medeiros.
Pesquisa descritiva-transversal, complementar ao Projeto "Promoção da saúde e prevenção de agravos no âmbito da epidemiologia hospitalar na perspectiva da Saúde Coletiva", cujos dados foram retirados dos campos da Ficha de Investigação Epidemiológica (FIE) de AIDS, em indivíduos com idade superior a treze anos, cuja notificação ocorreu entre os anos 2007-2013 no Sistema de Informação Eletrônica (SINAN net), do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Neste contexto buscou-se trabalhar com a realidade objetiva do agravo no cenário investigado, objetivando subsidiar posteriores ações de enfrentamento à AIDS. Para esta pesquisa os dados analisados foram do provável modo de transmissão dos notificados, contemplando campos de transmissão vertical, sexual e sanguínea. Utilizou-se como referencial teórico metodológico a Teoria da intervenção Práxica de Enfermagem em Saúde Coletiva (TIPESC), proposta por Egry. Observou-se que do total de 866 casos notificados, o maior número de contaminados pelo vírus da AIDS foram mulheres (59%). Como provável causa de transmissão, 463 mulheres (91%) tiveram relações sexuais com homens, sem o uso de preservativo. Dos 355 homens da amostra, 12,4% (44) tiveram contato sexual sem proteção com homens e um número expressivo de 151 homens (42,5%) foram contaminados em relações sexuais sem proteção com mulheres. A maior parte da população analisada foi considerada na FIE heterossexual, os casos com contato sexual entre gays (homens e mulheres) representaram 5,7% (50). Segundo o contexto de contaminados por contato sanguíneo tem-se o número mais expressivo (10%) por uso de drogas injetáveis, em segundo lugar tem-se contágio por transfusão sanguínea com 16 casos (1,8%). Este estudo permitiu reconhecer no cenário estudado, e para o desenvolvimento de ações efetivas de enfrentamento local é preciso reconhecer o agravo como feminino e heterossexual, descontruindo a visão amplamente registrada no século XX.