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Título
EVENTOS ADVERSOS E USO DE CATETER VENOSO EM NEONATOS

Aluno: Jolline Lind - PIBIC/CNPq - Curso de Enfermagem (MT) - Orientador: Mitzy Tannia Reichembach Danski - Departamento de Enfermagem - Área de conhecimento: 40400000 - Palavras-chave: neonato; cateterismo venoso periférico; complicações - Coorientador: Gabriella Lemes Rodrigues de Oliveira - Colaborador: Alessandra Amaral Schwanke, Kesia Angelina Souza Barros.

A administração de medicamentos e soluções por via intravenosa é cuidado comumente realizado em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), que pode acarretar no desenvolvimento de complicações, classificam-se conforme a dimensão de seus efeitos e denominam-se locais e sistêmicas. Objetivou-se relacionar a ocorrência de eventos adversos ao uso de tecnologias de acesso venoso periférico em neonatos de alto risco. Trata-se de pesquisa observacional descritiva, prospectiva de abordagem quantitativa, desenvolvida em UTIN de um hospital referência no atendimento infantil do estado do Paraná, localizado na região metropolitana de Curitiba. Pesquisa aprovada em Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal do Paraná. A amostra foi composta por neonatos submetidos à terapia intravenosa com o uso do Cateter de Segurança Completo (dispositivo intravenoso periférico), durante os meses de setembro a novembro de 2013. O instrumento de coleta de dados contemplou informações sócio-demográficas e clínicas do neonato, e dados do cateter. A amostra é constituída por seis neonatos, os quais fizeram uso de 11 cateteres. A maioria dos neonatos (cinco - 83,3%) são do sexo masculino, com peso médio de nascimento de 1427,5g (± 1052,6g), havendo equilíbrio entre parto vaginal (PV) e cesariana segmentar transversa (CST), com 50% dos nascimentos para cada. O principal motivo de internação foi prematuridade e insuficiência respiratória (cinco - 83,3% cada). Quanto às características relacionadas ao cateter, todos eram de calibre 24, inseridos em neonatos que apresentaram infecção pré-existente à punção. A maioria das punções foi realizada em membro superior direito (sete - 63,6%). O tempo médio de permanência dos dispositivos foi de 33,2 horas (± 12,3 horas). Destaca-se que 100% dos neonatos tiveram sua retirada devido à ocorrência de complicações, sendo uma complicação por cateter. Houve predominância de extravasamento (cinco - 45,4%), seguida de flebite e obstrução (dois - 18,2% cada), um caso de tromboflebite, um caso de infiltração e nenhum caso de infecção local. Conclui-se que a terapia intravenosa periférica é procedimento indispensável para a recuperação da saúde de neonatos de alto risco, porém pode ocasionar o desenvolvimento de complicações em grande escala. Como limitações da pesquisa têm-se o baixo número de pacientes incluídos e o fato de todos os cateteres terem apresentado complicações, o que impede adequada análise e cruzamento das variáveis, a fim de indicar fatores de risco que possam estar associados ao desenvolvimento das complicações.