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Título
ASSOCIAÇÃO ENTRE PRÉ-FRAGILIDADE INDICADA PELA VELOCIDADE DA MARCHA E PREVALÊNCIA DE DOENÇAS EM IDOSOS LONGEVOS

Aluno: Jessica Albino - PIBIC-AF/CNPq - Curso de Enfermagem (MT) - Orientador: Maria Helena Lenardt - Departamento de Enfermagem - Área de conhecimento: 40400000 - Palavras-chave: idoso fragilizado; marcha; enfermagem geriátrica - Colaborador: Mariluci Hautch Willig, Nathalia Hammerschmidt Kolb Carneiro.

Trata-se de estudo quantitativo de corte transversal, derivado de um projeto de pesquisa maior intitulado “Efeitos da Fragilidade em Idosos Longevos da Comunidade”. A presente pesquisa teve por objetivo identificar a relação entre pré-fragilidade indicada pelo componente velocidade da marcha e a prevalência de doenças em idosos longevos da comunidade. Foram convidados a participar da pesquisa idosos com idade > a 80 anos usuários de três Unidades Básicas de Saúde (UBS). Os longevos foram recrutados por conveniência, no período amostral de agosto de 2013 a março de 2014. A coleta de dados ocorreu nas UBS e no domicilio do longevo, por meio de questionário clínico e teste de velocidade da marcha. A amostra final foi composta por 181 idosos. Para a análise dos dados foi utilizado o software EpiInfo 6.04. Os resultados apontaram que 48 (26,51%) idosos são frágeis para o componente velocidade da marcha e todos apresentaram problemas de saúde (n=48; 100%). Entre as doenças mais citadas estão as cardiovasculares (n=41; 85,4%), osteomusculares (n=19; 39,6%), metabólicas (n=16; 33,3%), visuais (n=12; 25%), dislipidemias (n=8; 16,7%), respiratórias (n=7; 14,6%), auditivas (n=5; 10,4%), urológicas (n=4; 8,3%) e digestivas (n=1; 2,1%). Não houve associação significativa entre velocidade da marcha e as doenças apresentadas pelos longevos. Os resultados mostraram tendência à associação significativa entre velocidade da marcha e problemas digestivos (p=0,095). Infere-se que, mesmo na ausência de associação significativa entre as variáveis, todos os idosos com velocidade da marcha diminuída apresentaram problemas de saúde. Salienta-se a necessidade de cuidados gerontológicos referentes às doenças incidentes, com o propósito de evitar a evolução da síndrome da fragilidade física nos longevos.