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Título
CORRELAÇÃO ENTRE O TEMPO DE DIAGNÓSTICO E ADESÃO DE HIPERTENSOS

Aluno: Evelyn Nunes da Rocha - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Enfermagem (MT) - Orientador: Maria de Fátima Mantovaini - Departamento de Enfermagem - Área de conhecimento: 40400000 - Palavras-chave: doenças crônicas; adesão; saúde do adulto - Colaborador: Elis Martins Ulbrich, Ricardo Castanho, Moreira, Angela Tais Mattei.

A hipertensão arterial sistêmica é uma importante causa de morbidade em adultos, porém seu controle ainda encontra muitas barreiras,  sendo uma das principais causas à baixa adesão ao tratamento. A adesão medicamentosa é o cumprimento das ações terapêuticas propostas pela equipe multidisciplinar, considerada fator primordial e fundamental para o tratamento eficaz da hipertensão arterial.  Apesar da importância, envolve vários fatores da vida do cliente e a não adesão ainda é um problema muito discutido em meio à equipe de assistência em saúde. Trata-se de um estudo descritivo de natureza quantitativa, realizado com 143 pacientes hipertensos de seis Unidades de Saúde do município de Curitiba, Paraná, cujo objetivo foi correlacionar o tempo de diagnóstico e adesão ao tratamento. Os critérios para inclusão foram: adultos de 18 a 60 anos, cadastrados e ativos Sistema de Gestão Clínica de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus, e alcançar a pontuação mínima no Mini Exame do Estado Mental, 13 pontos para analfabetos, 18 para baixa e média escolaridade e 26 para alta. A coleta de dados foi realizada no domicilio dos participantes, no período de maio a novembro de 2013, mediante uma entrevista semiestruturada e de um instrumento validado para o português, Brief Medication Questionaire. Os dados foram tabulados em uma planilha do Excel® e analisados mediante ao teste estatístico Correlação de Spearman. A idade dos participantes do estudo variou entre 34 anos a 60 anos, com uma média de 53,03 anos. A maior parte era do sexo feminino, 76,90%. 49,20% eram obesos, 24,47% apresentavam alguma comorbidade e 94,40% possuíam antecedentes familiares com Hipertensão Arterial Sistêmica. O tempo diagnóstico dos entrevistados variou entre 1 e 5 anos, com uma média de 3,37 anos. Dentre os participantes, 8,40% foram classificados como aderentes ao tratamento medicamentoso; 30,80% provável adesão; 21,70% provável baixa adesão; e 39,10% baixa adesão. A quantidade de medicamentos utilizados variou entre 1 e 10, sendo a média de 2,76. O escore BMQ não teve correlação com o tempo de diagnóstico, entretanto, apresentou uma fraca correlação com o número de medicamentos, o que permite concluir que quanto maior o número de medicamentos prescritos para o paciente, maior é a dificuldade para adesão. Por sua vez, o número de medicamentos mostrou correlação fraca e significativa com o tempo de diagnóstico, o que vai ao encontro da literatura que caracteriza a adesão ao tratamento da hipertensão como um dos grandes problemas desta doença, pelo seu crônico e progressivo.