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Título
QUALIDADE DE VIDA DE ADULTOS HIPERTENSOS E CONHECIMENTO DA DOENÇA
Aluno: Camila Cristina Cardoso - PIBIC-AF/CNPq - Curso de Enfermagem (MT) - Orientador: Maria de Fátima Mantovani - Departamento de Enfermagem - Área de conhecimento: 40400000 - Palavras-chave: doença crônica; saúde do adulto; cuidados de enfermagem - Colaborador: Elis Martins Ulbrich, Anice de Fátima Ahmad Balduino, Luciana Kalinke.
As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), anualmente, provocam altos índices de mortalidades, consequentemente possuem grande impacto social e representam um problema de saúde pública, pois interferem na qualidade de vida (QV) das pessoas que por elas são acometidas. Desta forma, acredita-se ser necessário avaliar de várias maneiras para reduzir as complicações, a mortalidade e os custos dessas doenças, cuja finalidade possibilitar a melhoria da qualidade de vida. A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma das doenças crônicas, globalmente, existentes e possui níveis elevados de morbimortalidade tanto em homens quanto em mulheres e que cresce progressivamente com o decorrer dos anos. Todavia, seu tratamento depende da interação da equipe com o usuário e do conhecimento que esse tem de sua condição. O objetivo desta pesquisa foi correlacionar a percepção da qualidade de vida de adultos e o conhecimento da doença. Trata-se de pesquisa de qualitativa descritiva realizada em domicílio de hipertensos ativos do Programa Hiperdia das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município de Curitiba. A amostra foi composta de 381 participantes hipertensos, os quais 100 são analisados neste trabalho, a seleção foi mediante amostragem sistemática estratificada com reposição. Foram critérios de inclusão: ser adulto, em tratamento de HAS, ser ativo no programa de hipertenso e obter pontuação mínima no Mini Exame do Estado Mental. Para avaliar a QV utilizou-se o questionário SF-36 adaptado e validado para o Brasil, no qual 0 representa baixa percepção de QV e 100 ótima QV que foi tabulado no Programa Excel®, para obter o conhecimento da doença foi realizada entrevista semiestruturada gravada e transcrita na íntegra e posteriormente foi realizada a análise do conteúdo de 21 instrumentos. Os resultados são parciais e os participantes foram 76 mulheres e 24 homens, com idade entre 27 a 60 anos Quanto ao tempo de diagnóstico da HAS este variou de menos de um ano a mais de 20 anos. Obteve-se o escore de 68,3 indicando uma percepção boa de qualidade de vida, embora não haja uma definição para tal. Em relação ao conhecimento da doença verificou-se que até o momento houve a criação de três categorias denominadas: os sintomas percebidos retratam a doença; o significado de se cuidar e; a relação entre a importância e o conhecimento da doença. Os dados continuam em análise e até o momento não houve possibilidade de atingir o objetivo deste trabalho.