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Título
INVESTIGAR A QUALIDADE DE VIDA DOS PACIENTES ONCOLÓGICOS SUBMETIDOS A QUIMIOTERAPIA

Aluno: Angela da Costa Barcellos Marques - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Enfermagem (MT) - Orientador: Luciana Puchalski Kalinke - Departamento de Enfermagem - Área de conhecimento: 40000001 - Palavras-chave: cancer de mama; qualidade de vida; enfermagem oncológica - Colaborador: Carila Galdino de Britto, Gisele de Castro, Michele Jacowski.

A neoplasia mamária é uma doença temida pelas mulheres, pois comumente está associada à mutilação física, interferindo significativamente no estilo e na qualidade de vida. Dificilmente existe outra doença crônica que desencadeie tantos sentimentos negativos em seus estágios quanto a neoplasia mamária. Destarte, o objetivo desta pesquisa foi investigar e comparar a qualidade de vida das mulheres com neoplasia mamária submetidas à quimioterapia, no convênio público e privado, identificando os principais sintomas e domínios afetados. Trata-se de um estudo observacional, de coorte prospectivo, realizado com 64 mulheres no período de maio de 2012 a setembro de 2013, na unidade de hemato-onco de um hospital público de ensino (denominado para o estudo como IA), cujos pacientes são atendidos pelo convênio público, e na unidade de quimioterapia de uma clínica privada (denominada para o estudo como IB), com pacientes atendidas pelo convênio privado. Os dados foram coletados mediante o instrumento desenvolvido pela Organização Europeia de Pesquisa e Tratamento de Câncer, Quality of Life Questionnaire-C30, aplicado em três etapas do tratamento. Na primeira etapa foram verificadas diferenças estatisticamente significantes na função física e sintoma dor na IA, quando comparados a IB. Já na segunda etapa não houve diferença estatisticamente significante entre ambas instituições. Para a terceira etapa, foi observado que os dados do item função social foram estatisticamente significantes (p=0,049) na IA quando comparados a IB. Tais evidências subsidiam intervenções de enfermagem que minimizem os efeitos negativos do itinerário terapêutico.  As diferenças entre ambos os grupos reafirmam a necessidade do reconhecimento destas, pois fornecerá subsídios para desenvolvimento de estratégias de fortalecimento de ações em saúde específicas, tornando o cuidado mais direcionado e efetivo, de forma a impactar positivamente sobre a qualidade de vida.