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Título
DIFERENCIAÇÃO E SINGULARIDADE - O PERFIL DO PROFESSOR PDE-UFPR NA PESQUISA DA PRÓPRIA EXPERIÊNCIA

Aluno: Eliane Regina Graciano - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Pedagogia (N) - Orientador: Claudia Madruga Cunha - Departamento de Educação Tecnológia e Profissional - Área de conhecimento: 70800006 - Palavras-chave: formação de professores; pde; currículo.

Aproximando Instituições de Ensino Superior públicas com a escola básica, o Programa de Desenvolvimento Educacional - PDE, desde 2007, tece parceria entre Secretaria Estadual de Educação e Universidade Federal do Paraná. A UFPR envolve-se com esta formação continuada dos professores do Estado do Paraná por meio das atividades de ensino, pesquisa e extensão, e tem recebido profissionais para uma atualização de seus conhecimentos e, principalmente, para problematizar suas práticas pedagógicas e formular um projeto de intervenção que se tornará um material didático-pedagógico. Problematiza-se o desenho curricular ofertado por esta formação, a partir das atividades que este Programa de formação oferece. Pretende-se ponderar como as ações deste currículo têm contribuído ou não para que o professor - cursista PDE/UFPR - alcance se transformar e transformar sua prática profissional, na escola em que atua. Fundamentando-se na análise da diferença de Deleuze (1998) e nas proposições teóricas sobre a formação de professores de Demo (2005), Arroyo (2007), Vaillant e Marcelo (2012); Avaliam-se as possíveis mudanças que ocorrem no profissional professor quando este é deslocado de seu meio, a escola básica, e passa a realizar novas atividades no ambiente acadêmico. Pretende avaliar as potencialidades de uma formação que usa o deslocamento de professor de um ambiente formador a outro, como uma metodologia para repensar a prática pedagógica. Esta pesquisa apoia-se em técnicas quantitativas e qualitativas de coleta e tratamento de dados, utilizando como instrumento um questionário com questões objetivas (fechadas; tratadas estatisticamente) e discursivas (abertas; justificativas e relatos pessoais pela análise de conteúdo) para os professores que estão cursando e os que finalizaram o curso PDE. Na interpretação dos dados que dizem sobre a estrutura curricular, carga horária, distribuição dos grupos de disciplinas, espaço e atendimento da coordenação, pode-se previamente revelar que o afastamento da sala de aula e o contato com a vida acadêmica como algo importante para o grupo analisado; que o formato curricular possui excessiva carga horária para alguns; excesso de atividades concomitantes para outros; cursos que, muitas vezes, não abrangem a realidade escolar. Entendendo o currículo como uma ferramenta não estática, esta analise é uma escuta das necessidades do professor do ensino básico, para acrescer o diálogo entre universidade e escola.