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Título
RESPOSTAS PERCEPTIVAS DURANTE O EXERCÍCIO APÓS MANIPULAÇÃO DOS TEORES DE CHO NA DIETA
Aluno: Diego Leonardo Stamm Paza - IC-Voluntária - Curso de Educação Física (Bacharelado) (MT) - Orientador: Raul Osiecki - Departamento de Educação Física - Área de conhecimento: 40900002 - Palavras-chave: fadiga; pse; dieta - Coorientador: Tiago Burigo Guimarães Rubio - Colaborador: Guilherme Assunção Ferreira, Juan Henrique Szymczak Conde.
Durante o exercício de alta intensidade o glicogênio muscular e a glicose sanguínea são as principais fontes energéticas para manutenção da continuação do exercício. Consequentemente, uma menor disponibilidade de carboidratos (CHO) na dieta reduziria as reservas endógenas de CHO, resultando na instauração precoce da fadiga. Acredita-se, que 3-4 dias de uma dieta com baixos teores de CHO sejam suficientes para depleção dos estoques musculares de glicogênio. Tem sido postulado, que a percepção subjetiva de esforço (PSE) parece ser ajustada no início do exercício como parte de um mecanismo de feed-forward/feedback e apresenta um comportamento escalar com a progressão do exercício, o que sugere que a PSE é definida como uma função do tempo restante do exercício. Neste sentido, acredita-se que a inclinação da PSE durante o exercício pode ser alterada com a manipulação de CHO na dieta. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos de dietas com diferentes teores de CHO sobre a PSE durante exercício severo. Sete indivíduos do sexo masculino, fisicamente ativos (Idade = 21 ± 0.9 anos; Estatura = 176.7 ± 2.46 cm; Peso = 76.5 ± 9.87 kg; %G = 12.2 ± 5.57%) realizaram um teste progressivo em esteira ergométrica para identificação do limiar anaeróbio (Lan) e determinação do delta 50 (?50) (intensidade equivalente a 50% da intensidade entre o Lan e o Pico de velocidade (PV)). Em seguida, todos os indivíduos realizaram de forma contrabalanceada e randômica, um exercício submáximo com intensidade correspondente ao ?50, após 72 horas realizando dieta com manipulação nos níveis de carboidrato (grupo controle (GC): 60% CHO; grupo com baixo teor de CHO (GBC): 15% CHO). Foram calculados o coeficiente angular de inclinação da PSE (V-slope) e a intercepção da reta de PSE pelo tempo absoluto (V-slope - GC = 0,012 ± 0,004 unidades; GBC = 0,014 ± 0,004 unidades/ intercepta - GC = 1,26 ± 1,02 unidades; GBC = 0,93 ± 1,26 unidades) e relativo (V-slope - GC = 8,95 ± 0,97 unidades; GBC = 9,32 ± 1,40 unidades/ intercepta - GC = 1,34 ± 1,26 unidades; GBC = 1,06 ± 1,57 unidades). Foram encontradas diferenças significativas entre as dietas para a inclinação da PSE absoluta (V-slope = 0,02, p < 0,05). Não foram encontradas diferenças significativas entre as dietas para a inclinação da PSE em tempo relativo e para o intercepta pelo tempo absoluto e relativo, p > 0,05. Estes resultados sugerem que a inclinação da PSE é alterada durante o exercício após manipulação dos teores de CHO na dieta.